A Fiesc, por meio da vice-presidência regional do Vale do Itapocu, repassou na terça-feira (6) às direções dos hospitais São José e Jaraguá cheques referentes a recursos oriundos de doações feitas por colaboradores do Sistema Fiesc, que redirecionaram parte do Imposto de Renda de Pessoas Físicas a projetos sociais.

As doações foram angariadas pela campanha IRPF do Bem, conduzida internamente na Federação pela área de Gestão de Pessoas, com o apoio do Programa Fundo Social da Assessoria de Responsabilidade Social da Fiesc.

Criado em 2017, o Fundo Social tem com propósito impulsionar a cultura do uso dos incentivos fiscais em Santa Catarina, estimulando empresas que tributam por lucro real e pessoas físicas a destinarem parte do seu Imposto de Renda devido a projetos sociais nas áreas da saúde, educação, cultura, esporte, infância e adolescência e idosos. A expectativa é de um impulso no volume de recursos que permanecem no estado e com isso um aumento também no número de instituições beneficiadas.

O vice-presidente regional Célio Bayer destaca o caráter inovador da campanha IRPF do Bem, lembrando que a Fiesc motivou os colaboradores em todas as regiões do Estado a destinar um percentual do imposto devido, como forma de demonstrar a possibilidade de mais pessoas se envolverem com as causas sociais. Para o gerente executivo do SESI e SENAI nas regiões do Vale do Itapocu e Planalto Norte, Jefferson Galdino, a ação de estímulo para que mais trabalhadores façam a opção de doarem parte do imposto reflete diretamente em favor de uma sociedade mais solidária e fraterna.

Os cheques-simbólicos com os valores arrecadados foram entregues a Sérgio Luís Alves e Josiane Gonzaga dos Santos, do Hospital e Maternidade Jaraguá; e a Jeferson Ferrari e Alex Leal, do Hospital São José.

“Qualquer que seja o volume de recursos, ele sempre é muito significativo para a manutenção dos serviços e a melhoria do atendimento à população”, agradeceu Sérgio Luís Alves, diretor executivo do Jaraguá. Coordenador da área de captações do Hospital São José, Jeferson Ferrari destacou que a atitude individual de cada contribuinte gera um efeito multiplicador, disseminando uma corrente por mais apoiadores. “Graças a essas iniciativas mais empresas têm demonstrado interesse em direcionar os recursos previstos nas legislações para que favoreçam projetos na comunidade”, ressaltou.

Célio Bayer salienta o esforço do Sesi, que faz a gestão do Programa Fundo Social, para que os escritórios de contabilidade orientem os contribuintes quanto à possibilidade de declararem até 9% do IR quando Pessoa Jurídica e 8% como Pessoa Física, em favor de projetos aprovados nas leis de incentivo à cultura, de incentivo ao esporte, Fundo da Infância e Adolescência (FIA), Fundo do Idoso, Programa Nacional de Apoio à Atenção Oncológica (Pronon) e Programa Nacional de Apoio à Atenção da Saúde da Pessoa com Deficiência (Pronas).

Em Santa Catarina, cerca de 2 mil empresas que tributam pelo lucro real podem fazer uso da legislação, somando juntas um potencial de mais de R$ 200 milhões, sendo R$ 20 milhões somente em Jaraguá do Sul. "São recursos que podem ser aplicados em projetos nas comunidades em vez de ir para Brasília. A capacitação é muito importante para que tenhamos mais empresas e futuramente pessoas que fazem a declaração individualmente sensibilizadas com a causa social", completou Bayer.

Para auxiliar na escolha de projetos que podem ser beneficiados, a Fiesc mantém na plataforma do Fundo Social uma lista de iniciativas recomendadas.