O Comitê de Desenvolvimento Regional do Vale do Itapocu debateu assuntos estratégicos para o setor produtivo em encontro virtual realizado nesta terça-feira (23).

Na reunião, o Programa Travessia, da Fiesc, foi apresentado ao Conselho de Desenvolvimento Regional e ao Governo do Estado como estratégia para recuperação pós-coronavírus.

O objetivo do comitê é discutir, levantar e priorizar pontos de interesse para os nove setores de destaque na economia da região: vestuário, energia, tecnologia da informação e comunicação, bens de capital e metalmecânica, indústria da construção civil, indústria do mobiliário, alimentos, química, borracha e plásticos, saúde e turismo.

O diretor de inovação e competitividade da Fiesc, José Eduardo Fiates apresentou o programa, idealizado pela entidade como proposta do setor produtivo ao enfrentamento da crise gerada pelo novo coronavírus, no pós-Covid-19.

A iniciativa vai atuar em quatro frentes: reinvenção da indústria e da economia, investimento em infraestrutura, atração de capital e pacto institucional.

A iniciativa também foi apresentada nesta quarta-feira ao Governo do Estado, com o objetivo de promover uma travessia da crise, provocada pela pandemia, e que deve ter como consequência crises econômicas, de emprego, sociais e institucionais.

Na primeira fase do projeto, a Fiesc vai interagir com as diversas forças da sociedade, especialmente do meio empresarial, para buscar sugestões e aperfeiçoar o planejamento e as possíveis ações que podem ser implementadas.

Conforme o vice-presidente regional Célio Bayer, as demandas de formação profissional atuais e futuras relativas aos setores elencados pelo Conselho de Desenvolvimento Regional, os impactos causados pelas transformações tecnológicas e organizacionais e seus reflexos no desempenho profissional também foram assuntos do encontro, com apresentação do gerente executivo do SESI-SENAI do Vale do Itapocu e Planalto Norte, Jefferson Galdino.

O presidente da Fiesc, Mário Cezar de Aguiar, também participou do encontro, juntamente com presidentes de associações empresarias e prefeitos dos municípios da região do Vale do itapocu.

Para elaborar o programa, a entidade fez uma ampla análise de estudos de consultorias internacionais que estão traçando cenários pós-coronavírus.

Depois, comparou com países que tiveram uma situação dessa natureza no passado e criaram planos estruturantes, como o New Deal, dos Estados Unidos.

A partir dessa análise, a Federação fez uma síntese daquilo que se adapta à realidade do Brasil e do estado e estruturou uma proposta que tem o objetivo central de posicionar Santa Catarina como referência em desenvolvimento e crescimento sustentável.

Esse objetivo central é apoiado pelos quatro objetivos principais que são: a reindustrialização e o fortalecimento da indústria, a atração de capital, o desenvolvimento da infraestrutura e o pacto social e institucional.

 

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