Depois do melhor resultado para janeiro em oito anos, a geração de empregos em Jaraguá do Sul teve o melhor resultado para fevereiro desde 2015, com um saldo positivo de 1.367 postos de trabalho criados no segundo mês do ano. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Somente um setor do mercado de trabalho teve resultado negativo, a agropecuária, com perda de um posto de trabalho – atualmente, o setor conta com apenas 169 postos de trabalho formais. O setor de extração mineral teve saldo nulo, mantendo-se em dez postos de trabalho. No total do município, foram 3.496 contratações e 2.134 desligamentos. Olhando para os outros setores, o crescimento foi puxado pela indústria de transformação, com saldo de 1.052 postos de trabalho, seguido pela administração pública, com 193. Os setores restantes tiveram saldos reduzidos: 62 postos na construção civil, 41 na área de serviços, 11 no comércio e quatro na área de serviços industriais de utilidade pública. No acumulado dos últimos 12 meses, o município também demonstra apenas um setor com resultado negativo – neste caso, os serviços industriais de utilidade pública, com perda de oito postos. Embora esteja longe de compensar os resultados negativos entre 2013 e 2017 – que viu o fechamento de 6.531 postos de trabalho – o período de fevereiro a fevereiro contabilizou geração de 694 postos de emprego. Na soma dos dois primeiros meses de 2018, o resultado é ainda melhor: 1.525 postos.

Resultados positivos na microrregião

Em Guaramirim, foram gerados 165 postos de trabalho no mês, e o resultado do ano até fevereiro segue positivo: 355 postos. Salvo pelo setor de serviços industriais de utilidade pública, que perdeu um posto, e a agropecuária que se manteve em equilíbrio –, todos os setores tiveram resultados positivos. Massaranduba teve um saldo positivo de 63 vagas no mês de fevereiro e de 81 postos de trabalho no acumulado do ano. Nenhum setor teve perda, embora apenas três tenham demonstrado crescimento: a indústria de transformação, com 56 postos; o setor de serviços, com cinco postos; e a agropecuária, com dois postos. Schroeder fechou o mês gerando 120 postos de trabalho, geração que foi liderada pela indústria de transformação, com 89 postos; seguida pelo setor público, com 22; o de serviços, com 12; e a agropecuária, com quatro. Dois setores demonstraram retração: construção civil fechou três postos de emprego no município, enquanto o comércio perdeu quatro. Corupá teve o terceiro melhor saldo da microrregião, com 158 postos de emprego abertos no mês de fevereiro. O resultado foi puxado pela indústria de transformação, com 80 postos, e a administração pública, com 55 postos. Apenas um setor teve resultado negativo: o comércio, que fechou quatro postos de trabalho no mês.

Estado teve segundo melhor saldo do país

Com 99.705 contratações e 83.361 desligamentos, o estado de Santa Catarina encerrou o mês de fevereiro com o segundo melhor saldo de geração de emprego dentre as unidades federativas - atrás apenas de São Paulo, com 30.040 postos. Dentre todos os setores, apenas um não teve resultado positivo no estado: o comércio, que fechou 2.131 postos, agravando o saldo negativo de janeiro, de 1.852 postos perdidos no setor. A nível nacional, a geração de empregos teve um saldo positivo de 61.188 postos, com perdas nos setores de comércio (-25.247), construção civil (-3.607) e agropecuária (-3.738). Estes saldos negativos, no entanto, não chegam a metade do saldo positivo do setor de serviços, de 65.920, que liderou a geração de emprego no país. O segundo lugar em nível nacional ficou com a indústria da transformação, com 17.363 postos, e o terceiro com a administração pública, com 9.553 postos.