Por Kamila Schneider | Foto Eduardo Montecino Criada com o objetivo de fortalecer o mercado de plantas de Santa Catarina, a Fecaplant (Feira Catarinense de Flores e Plantas Ornamentais) chega à sua quinta edição consolidada como uma ferramenta de fomento e apoio aos produtores de todo o Estado. Com início marcado para esta sexta-feira (9), no Seminário Sagrado Coração de Jesus, a feira reúne durante três dias 72 expositores, sendo 60 deles produtores, para ampliar as vendas do setor, gerar novos negócios e amenizar os reflexos ainda intensos da crise econômica. Cerca de 200 pessoas trabalham na montagem e organização da feira, que deve reunir mais de 300 variedades de plantas, além de uma grande gama de equipamentos e insumos utilizados pelo setor. A expectativa, segundo os organizadores, é superar o público do ano passado, quando o evento atraiu mais de 16,5 mil visitantes de várias regiões do país. De acordo com engenheiro agrônomo da Epagri de Corupá, George Livramento, o setor de plantas ornamentais sentiu fortemente a crise econômica, principalmente pelo impacto sobre a construção civil brasileira, que é hoje uma das principais fontes de negócios para os produtores catarinenses. “Desta forma, a feira se mostra uma importante forma de diminuir os efeitos da crise no setor, divulgando o potencial do mercado, atraindo novos clientes e possibilitando a venda direta”, explica ele. IMG_4806-2 Segundo dados do Sebrae, mais de 50% da produção de plantas ornamentais de Santa Catarina está concentrada na região Norte do Estado, um reflexo da influência dos colonizadores europeus que trouxeram a prática para Blumenau e Corupá na década de 1920. Um levantamento feito pela entidade no final de 2015 aponta que, até então, 65% de toda a área da floricultura catarinense era voltada para o cultivo de plantas para jardim, o que demonstrando o potencial deste mercado. “Corupá se diferencia pela variedade de produtores de pequeno e grande porte, alguns deles com décadas de atuação. Dentro deste contexto, a feira vem para promover toda a cadeira produtiva do setor, desde os produtores até as empresas com equipamentos e serviços voltados para este mercado. Como reflexo, toda a região cresce, impulsionando também o turismo e o varejo”, analisa Livramento. Para o presidente da Associação dos Produtores de Plantas Ornamentais de Santa Catarina (Proesc), Rene Afonso Mahnke, a feira é um exemplo de como o associativismo pode trazer resultados importantes, especialmente em áreas em ascendência. “A união dos produtores é a força do evento. Diante da crise, o setor, visto como algo supérfluo, parou de crescer, então é esta união que ajuda a impulsionar o mercado”, acredita Mahnke. Atualmente, cerca de 30 produtores integram a associação catarinense.
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Mais de 200 pessoas trabalham ainda hoje para montar a feira
“O objetivo central não é alcançar o lucro em si, mas sim fazer algo capaz de se pagar e que divulgue o trabalho. Finais de semana a feira é muito voltada para o consumidor em geral, enquanto sexta e sábado de manhã é mais direcionado aos profissionais, como paisagistas, jardineiros, decoradores, donos de lojas, garten centers, etc”, destaca. A estimativa é de que os investimentos para o evento girem em torno dos R$ 100 mil. Os dados mais recentes do setor mostram que em 2015 o comércio de flores faturou R$ 6 bilhões no Brasil, quando existiam mais de 6,5 mil hectares eram destinados à floricultura no país. Serviço: O quê: 5ª Fecaplant Quando: 9 a 11 junho. Sexta, das 13 às 19h; sábado e domingo, das 10 às 19h Onde: Seminário Sagrado Coração de Jesus, em Corupá Quanto: Sexta-feira: gratuito. Sábado e domingo: R$ 2,00