Com a crise econômica e sanitária causada pela pandemia do novo coronavírus (SARS-CoV-2), muitos setores da sociedade e da indústria foram afetados de maneira drástica.

No caso dos automóveis, apesar da superação vista em 2020 com números relativamente bons nas vendas, as montadoras começam a sentir com mais peso a dificuldade de se fabricar os carros devido à falta de componentes elétricos.

As informações são do Canaltech e do Motor1.

De acordo com análise feita pela consultoria Auto Forecast Solution, dos Estados Unidos, a produção de carros na América do Sul pode sofrer baixa de até 80 mil unidades em 2021.

Para termos noção, o Brasil, hoje, faz 80% dos automóveis no continente e todos os semicondutores são importados.

Com a falta desses recursos, algumas fábricas, como a da Chevrolet, no Rio Grande do Sul, e da Fiat, em Minas Gerais, interromperam a produção de alguns modelos, como o Onix e a Strada, para citar alguns.

A Volkswagen é outra empresa que interrompeu a produção de alguns modelos. No caso da fabricante alemã, os carros que estão sem fabricação no momento são o Nivus e o T-Cross, dois dos maiores sucessos em nosso mercado em 2020.

Mais empresas que possuem produção local, como a Renault, Hyundai e a Caoa Chery devem anunciar mudanças em breve.

Ainda segundo a AFS, o mercado automotivo global deve deixar de produzir algo na casa dos 933 mil carros em 2021 caso a produção de semicondutores não retome a normalidade.

Fora do país, a falta de componentes forçou a Ford a voltar a fabricar a picape F-150 sem alguns dos computadores - a produção deve ficar retida por algumas semanas até que os componentes estejam disponíveis e possam ser instalados nos veículos.

A empresa também reduziu o número de turnos na sua fábrica em Louisville, Kentucky, onde são produzidos os modelos Ford Edge e Ford Escape, que também devem ficar parados à espera das peças.