A Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (Facisc) reiterou seu apoio a projeto da Reforma da Previdência em Santa Catarina. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (17), na Reunião do Conselho Diretor, formado pelos presidentes das 148 Associações Empresariais de Santa Catarina e da diretoria da entidade, logo após a solicitação do governador do Estado de Santa Catarina, Carlos Moisés.

O governador participou da reunião e pediu apoio aos empresários para a aprovação da Reforma previdenciária. “Precisamos da adesão e apoio maciço para aprovar esta Reforma na Assembleia Legislativa. Tenho a certeza que a Facisc, apoiando com toda a sua capilaridade, dará tranquilidade ao parlamentar para aprovar esta mudança. Fazer esta mudança é um ato de responsabilidade com o futuro”.

O presidente da Federação, Sérgio Rodrigues Alves, agradeceu a presença do governador destacou que mais de 200 pessoas integrantes das associações empresariais participaram do evento. “Santa Catarina passa por um momento extremante positivo”. Sobre a Reforma da Previdência, o presidente da Facisc explicou que a necessidade desta Reforma é justamente para que Santa Catarina não se transforme em mau exemplo. “O déficit da previdência está tirando recursos de outros setores que precisam de investimento”, ressaltou Alves.

O presidente do IPREV – Instituto de Previdência Privada do Estado de SC, Marcelo Panosso Mendonça, fez uma apresentação sobre a importância da Reforma da Previdência no estado. Ele destacou vários dados sobre o déficit da folha previdenciária em Santa Catarina.

“Menos de um servidor trabalhando para mais de um recebendo a aposentadoria”. Os recursos para estes pagamentos saem do Tesouro. Santa Catarina tem o segundo nível salarial mais alto do Brasil. “965,00 é o custo per capita da Previdência em Santa Catarina, ou seja, cada pessoa que nasce já sai com um carnê de 965,00 reais para pagar pelo resto da vida para bancar a previdência em Santa Catarina”.

Alguns itens que alteram com a Reforma da Previdência são idade mínima, regra de transmissão, tempo de contribuição, limite de isenção, alíquota extraordinária. O objetivo da Reforma é diminuir o déficit em 26,29%, ou seja, quase 40 milhões de reais. “Quanto antes aprovado, já gera uma economia significativa que ficará por anos”, completou o governador.

Segundo Mendonça, de cada R$ 1 real arrecadado com ICMS líquido pelo Estado, R$ 0,48 vão para a previdência. Em 2019, ela consumiu 10 vezes o valor que foi destinado à Agricultura.