Foto Divulgação
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Após queda expressiva em março e de uma recuperação fraca em abril, as exportações de Jaraguá do Sul voltaram a superar o ano passado em maio. Somando US$ 240,47 milhões, as exportações nos primeiros cinco meses do ano ficaram 5,6% acima do registrado no mesmo período do ano passado, de US$ 227,62 milhões.

Isoladamente, o mês de maio, com US$ 50,838 milhões, registra uma alta de 36,4% em comparação com maio do ano passado - a alta mais expressiva do ano, superando os 6,75% de aumento em abril e compensando a queda de 9,61% em março.

Em maio passado, afetado pela paralisação de 11 dias do transporte de cargas rodoviário durante a greve dos caminhoneiros, o mês registrou apenas US$ 37,247 milhões em exportações, no segundo pior resultado do período no ano passado, perdendo apenas para janeiro, com US$ 27,376 milhões.

Simultaneamente, as importações seguem com alta expressiva, superando o mesmo período do ano passado em 24,7%. Foram US$ 160,1 milhões em produtos estrangeiros que entraram no mercado Jaraguaense durante os cinco primeiros meses do ano, contra US$ 128,34 no mesmo período do ano passado. No mês de maio, foram US$ 30 milhões que chegaram ao mercado jaraguaense.

O cenário de importações tem registrado oscilação expressiva ao longo do ano. Enquanto em 2018 os primeiros cinco meses do ano registraram média estável de U$ 25 milhões, com auge de US$ 29,029 em janeiro e minima de US$ 24,226 em março, em 2019, as importações registraram um máximo de US$ 40,6 milhões em janeiro, com um piso de US$ 25,007 em março.

De onde vem e para onde vai?

Segundo dados do Ministério da Economia, o principal local de origem das importações de Jaraguá do Sul é a China, responsável este ano por um montante de US$ 51,493 milhões, 32,16% de todas as importações do município.

O pais é seguido diretamente pela Alemanha, com US$ 11,961 milhões, e a Argentina, com US$ 9,674.

Também são expressivos EUA, com US$ 8,522 milhões, e Indonésia, com US$ 8,27. O predomínio é de insumos e partes para o setor metal-mecânico e elétrico, no total de US$ 50,9 milhões, seguido pelo setor têxtil, com US$ 28,09 milhões.

Já em termos de destinos para as exportações do município, carregadas pelo setor elétrico - que representa 90,74% das exportações - os EUA lideram com US$ 55,464 milhões, ou 23,06% das vendas.

O país é seguido pela Alemanha, com US$ 22,636 milhões, a Argentina, com US$ 14,954 milhões, a África do Sul, com 12,678 milhões e o Canadá, com US$ 11,41 milhões.

O setor elétrico é o único com mais de US$ 10 milhões em exportações - o segundo setor mais expressivo, o têxtil, soma apenas US$ 6,06 milhões, cerca de 2,5% do total exportado pelo município