Mesmo com o cenário instável no mercado internacional e na economia brasileira, a balança comercial brasileira registrou crescimento do volume das exportações no mês de maio, segundo dados divulgados nesta terça-feira (2) pelo Ministério da Economia.

A balança comercial nacional é atualizada semanalmente pela pasta - dados estaduais e municipais são atualizados mensalmente.

O volume exportado, medido pelo índice de quantum, aumentou 5,6% em relação a maio de 2019, segundo dados preliminares divulgados nesta segunda-feira (1º) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia (ME).

No acumulado do ano, o aumento das vendas para o exterior foi de 1,7% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Apesar do desempenho positivo nacional, puxado pelo agronegócio, em Jaraguá do Sul até o final do primeiro quadrimestre os dados refletem queda de 13,8%.

"Esse bom desempenho em maio foi determinado pela alta de 36,1%, no volume das exportações do setor agropecuário, pelo índice de quantum, devido à forte competitividade do país nas exportações desta categoria de bens, somada à elevada demanda mundial, sobretudo a asiática. No ano, o crescimento das exportações da agropecuária foi de 19,9% em quantum", afirma a pasta em comunicado.

“Observa-se que a demanda dos países asiáticos pelos produtos brasileiros continua aquecida. Para aquele continente, houve crescimento do valor exportado de 27,7% no mês e de 16,8% no acumulado do ano”, comentou o secretário de Comércio Exterior do ME, Lucas Ferraz.

Ele acrescenta que o bom desempenho exportador do agronegócio tem compensado o recuo observado para as exportações de produtos industrializados, conferindo resiliência ao setor exportador nacional e contribuindo para uma queda menos acentuada da atividade doméstica, em um contexto de queda progressiva do PIB global.

Além do aumento no volume de exportação, o Brasil obteve recorde histórico para meses de maio dos embarques de soja (15,5 milhões de toneladas), petróleo em bruto (8,4 milhões de toneladas), açúcares e melaço (2,7 milhões de toneladas), farelo de soja (2 milhões de toneladas), óleos combustíveis (1,6 milhão de toneladas), alumina (789 mil toneladas), carne de aves (373 mil toneladas), carne bovina (155 mil toneladas) e café (216 mil toneladas).

“Vale ressaltar que Petróleo, açúcar, farelo de soja, café e carne bovina foram recordes mensais, não só para meses de maio, mas para quaisquer meses da série histórica”, destaca Ferraz.

 

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