O resultado da pesquisa Indicadores Industriais, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), do mês de abril é o retrato dos danos causados à indústria pela redução intensa e duradoura na demanda.

Os dados de faturamento, horas trabalhadas e capacidade instalada ociosa tiveram quedas recordes e registram os menores níveis de toda a série histórica, iniciada em 2010. O emprego industrial foi o menor desde 2004.

Apenas em abril deste ano, a indústria relata perdas de 23,3% do faturamento, queda de 19,4% nas horas trabalhadas na produção e redução de 2,3% no número de empregados. Em março, os três índices já haviam registrado queda.

“Abril foi o pico da crise, pois tivemos medidas de isolamento social na maioria das grandes cidades durante todo o mês. Nossa expectativa é que a economia comece a retomar em junho, ainda que seja possível que o cenário apresente uma leve melhora em maio, com a redução das restrições no fim do mês”, afirma o gerente executivo de Economia da CNI, Renato da Fonseca.

A queda do faturamento foi mais intensa e levou a uma redução ainda maior nas horas trabalhadas. O emprego industrial e a massa salarial também caíram em abril.

“Para uma retomada consistente é preciso que o país volte à agenda das reformas com vistas à eliminação do custo Brasil, ou seja para o aumento da competitividade. A primeira da lista deve ser a reforma tributária”, acrescenta Renato da Fonseca.

 

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