Estudantes do SENAI celebraram a conquista dos prêmios / Foto: Marcos Campos
Estudantes do SENAI celebraram a conquista dos prêmios / Foto: Marcos Campos

Três trabalhos desenvolvidos por estudantes do Senai foram reconhecidos na noite de sexta-feira (29), no Prêmio Brasil Moda Inclusiva, realizado no Hotel Majestic, em Florianópolis.

As coleções, criadas por estudantes de Brusque e Guaramirim para facilitar a vida de pessoas com deficiência, conquistaram a primeira, quarta e quinta colocação.

Letycia Dias, integrante da equipe vencedora, contou que foram seis meses trabalhando no projeto.

“Nós encaramos como um grande desafio porque nunca tínhamos feito nada de modelagem para esse público. Foi uma experiência muito legal e mergulhamos de cabeça nesse projeto”, relatou a estudante do SENAI de Guaramirim.

A equipe, composta também por Laryssa Dias, Carolyne Bucci e Poliany Rech, desenvolveu peças para crianças com síndrome de down. Como prêmio, elas ganharam uma máquina de costura, 60 metros de tecido da Renaux View, estágio na empresa para criar a própria estampa e um ano de licença para aplicações desenvolvidas pela Audaces.

Os looks criados por Milaine Iatzackt, estudante do curso técnico em vestuário do Senai em Brusque, são combinações esportivas, criadas para cegos ou pessoas com baixa visão, e inspiradas nas aves em extinção.

Ela desenvolveu looks feminino adulto, masculino adulto e infantil, além de roupa especial para um cão-guia, todos com tecido impermeável.

“Criei roupas híbridas, que podem vestir no lado direito ou avesso, frente ou costas. A gente se familiarizou com as dificuldades relatadas pelas pessoas com deficiência para, então, estabelecer quais aspectos trabalhar. Usamos botões de pressão e criamos peças com mais de uma utilidade, como é o caso da jaqueta que, ao ser dobrada e amarrada, se transforma em bolsa”, conta.

Ela conquistou o quinto lugar no prêmio e levou para casa 10 metros de tecido e uma máquina de costura. O quarto lugar ficou com a estudante Letícia Gomes, do SENAI em Guaramirim, que ganhou 20 metros de tecido e uma máquina de costura.

“Pensar em roupas adaptadas é uma delícia e, para mim, ressignificou o conceito de moda. Sou estilista e dediquei anos ao estudo da moda para cadeirantes. Hoje, nossa marca contempla diversos tipos de deficiência e nossa próxima coleção terá peças para pessoas com nanismo”, contou Silvana Louro, diretora da Equal Moda Inclusiva, de Niterói (RJ), que foi jurada do desfile.

A dançarina e atleta da seleção brasileira de natação paraolímpica Camille Rodrigues também foi jurada. Ela é uma das protagonistas da abertura do programa Fantástico, da Rede Globo.

“A deficiência não é impedimento algum e acredito que estou ajudando a propagar essa mensagem”, afirmou. Camille já desfilou e acredita que a nova geração de estilistas tem grandes desafios pela frente. “Estamos começando a ter um mundo mais inclusivo e estilistas preocupados com o bem-estar do usuário. Por isso, a moda tende a ser confortável e bonita para esse público”, disse.

No evento, a Fiesc divulgou o Portal da Inclusão, uma plataforma online que conecta pessoas com deficiência que querem trabalhar a empresas que querem contratar.

O Prêmio Brasil Sul Moda Inclusiva é uma iniciativa do Instituto Social Nação Brasil, tem apoio do SENAI e patrocínio da Elian Têxtil e Haco Etiquetas.

 

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