Entregadores que trabalham em plataformas digitais continuam mobilizados nesta terça-feira (1°) em diferentes cidades brasileiras contra a precarização e por melhores condições de trabalho – em Jaraguá do Sul, cerca de 70 entregadores participaram da manifestação da categoria, saindo do Shopping e seguindo pelo calçadão, Vila Nova, Ilha da Figueira e Via Verde.
Em São Paulo, lideranças do movimento foram recebidas para discussão de reivindicações na sede do iFood; no Rio de Janeiro, membros da categoria chegaram a ser presos.
Na segunda-feira (31), a categoria circulou e realizou atos pela Grande São Paulo, inclusive em frente ao escritório do aplicativo iFood, reivindicando melhores condições de trabalho e remuneração justa.

Foto: Fábio Junkes/Arquivo OCP
Segundo Rafael Rodrigues, entregador, a categoria cobra melhores condições de trabalho e taxas mínimas melhores – atualmente, a taxa mínima é de R$ 6,50 para corridas de até 4km; o valor pedido pela categoria é de R$ 10.

Foto: Fábio Junkes/Arquivo OCP
Além disso, pede que as entregas de bicicleta sejam feitas em um raio máximo de 3 km e que o iFood encerre sua política de agrupamento de pedidos em uma única rota. Atualmente, a empresa paga aos entregadores por uma rota agrupada, enquanto cobra dos clientes a taxa integral de cada pedido, afirma Rodrigues.
O Sindicato dos Mensageiros Motociclistas, Ciclistas e Mototaxistas do Estado de São Paulo (Sindimotosp) afirma que “atualmente, os entregadores enfrentam longas horas de jornada de trabalho, recebem um valor de entrega que não é suficiente para uma razoável renda mensal nem para o pagamento de contas ou investimento em equipamentos de segurança”.
Reinvindicações dos entregadores:
- Taxa mínima de R$ 10 por corridas de até 4 quilômetros (km);
- Aumento do valor para R$ 2,50 por km;
- Limitação das entregas com bicicletas a um raio máximo de 3 km;
- Pagamento integral de taxa por cada um dos pedidos, mesmo em entregas agrupadas na mesma rota.
O iFood disse, em nota, que segue monitorando as manifestações e trabalha para manter a operação. Segundo a empresa, atualmente, 60% dos pedidos intermediados pela plataforma são entregues pelos próprios restaurantes.
“Com o objetivo de ouvir os entregadores, o iFood confirma que se reuniu com nove representantes dos manifestantes na tarde de segunda-feira (31), no escritório da empresa em Osasco. Reafirmando sua abertura ao diálogo, foram discutidas as principais demandas apresentadas pelo movimento e ficou acordado que o iFood retornará com devolutivas para as lideranças”, disse a empresa.