Em ação inédita no país, uma empresa de prestação de serviços de Itajaí estendeu o tempo da licença-maternidade de quatro para oito meses às funcionárias gestantes e puérperas. O acordo coletivo foi assinado nesta semana e irá beneficiar, inicialmente, cerca de nove colaboradoras.

Ana Paula da Rocha, de 34 anos, teve o seu quinto filho, o Don Luca, de apenas um mês, enquanto Adriana da Conceição Bispo, de 24 anos, está grávida de sete meses da Valentina. Ambas são as primeiras mulheres do Brasil a terem direito a oito meses de licença-maternidade. Elas trabalham na Empresas Minister há cerca de dois anos.

Para Ana Paula, que é auxiliar de serviços gerais, esse benefício veio em boa hora, pois poderá cuidar melhor e amamentar por mais tempo seu filho. “Podemos optar entre quatro ou oito meses e eu escolhi ficar mais tempo com meu bebê, pois não tenho parentes que poderiam me auxiliar nos cuidados iniciais, caso eu tivesse que retornar ao trabalho após quatro meses”, disse.

Já para a Adriana, que está em sua terceira gestação, a ansiedade é grande para a chegada da Valentina. Nas gestações anteriores, ela teve somente quatro meses, como prevê a lei, o que, na sua opinião, é pouco tempo
tanto para a mãe quanto para o filho. “Com essa extensão do tempo da licença, poderei acompanhar os primeiros meses do bebê, que para mim são muito importantes”, afirmou.

Ana Paula da Rocha, Jorge Goetten e Adriana da Conceição Bispo (da esquerda para a direita) | Foto Divulgação

De acordo com o diretor da Minister, Jorge Goetten, todo o processo teve a anuência do Sindicato dos Vigilantes, Asseio e Conservação de Itajaí (SINVAC), que acompanhou de perto todo os trâmites legais. Goetten, que também é suplente de deputado federal pelo PL-SC, apresentou esse projeto na Câmara dos Deputados, enquanto exerceu o mandato no período de quatro meses.

 

“É uma ideia semelhante ao Projeto de Lei que propus em Brasília enquanto estive deputado. O salário é diluído em oito meses, em vez de quatro, aumentando o período de amamentação e cuidado com a criança, sem o medo da demissão na volta”, garantiu.

 

Para o presidente do SINVAC, Adilson Grando, essa iniciativa vem para beneficiar as gestantes que terão mais tempo para cuidar das crianças. “Todo o processo de implantação foi acompanhado de perto pelo sindicato laboral em
convenção coletiva”, atestou.

Atualmente, a Minister conta com cerca de dois mil funcionários, dos quais 70% são mulheres. Todas as gestantes e futuras gestantes terão direito ao benefício.

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