A história de Claudiniei Rodriguez Maceni é muito similar a de muitos empreendedores, levado ao negócio próprio não apenas por vontade, mas pela necessidade.

Fundador da Clan Personalizados, o projeto da empresa, que agora se torna uma dedicação em tempo integral começou com um  projeto acadêmico no MBA de Gestão Estratégica que cursava na Anhanguera de Jaraguá do Sul. Mas a vida tinha outros planos, e pouco depois de apresentá-lo, Claudinei se viu diante do desemprego.

"Era um projeto para o curso, mas pouco depois de apresentar o projeto e ter boa aceitação por parte dos professores, eu recebi a notícia de que seria desligado da empresa onde trabalhava", conta.

Apesar das dificuldades financeiras com a demissão, Maceni não desistiu do curso, e buscou orientação dos professores para por o plano em prática. "Sem o apoio do curso, acho que não conseguiria", diz

"O desemprego veio num momento péssimo da economia. Fiquei quase oito meses sem ser chamado para uma entrevista sequer. Tive que tomar uma atitude e foi o negócio o que me reergueu”, relembra.

A empresa de presentes personalizados abriu em 2016. "Acho que se não tivesse sido demitido eu teria ficado na comodidade, sem aquela segurança do emprego me vi obrigado a empreender", conta.

Mix de produtos

A empresa trabalha desenvolvendo estamparias e desenhos personalizados para transformar objetos, como canecas, camisetas, relógios e quadros, em produtos únicos para o cliente.

"Uma dificuldade muito grande que a gente encontra é fazer o cliente entender o que a gente faz. Muitas vezes as pessoas vem com uma arte que eles querem igual, ignorando que temos que pagar por direitos de uso, ou exigem um material com uma qualidade mais refinada, como uma camisa de grife", explica.

Após três anos do lançamento da Clan Personalizados, Maceni está se desligando do segundo trabalho para se dedicar totalmente ao negócio. A empresa aumentou o seu faturamento em 120% desde a sua abertura.

Foto Eduardo Montecino/OCP News

Já o investimento inicial foi recuperado em menos de um ano. Em 2019, o empreendedor planeja expandir o negócio com a aquisição de novos equipamentos para aumentar sua capacidade de produção.

O maior desafio, diz Maceni, foi encontrar aceitação e conquistar uma fatia do mercado, competitivo e um tanto saturado. Superado este desafio, agora a missão é outra: crescer dentro do cenário de presentes personalizados.

"Fazer o público se interessar pelo nosso trabalho foi a primeira parte. Agora é conquistar um público cada vez maior".

 

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