Excelência profissional, gestão empresarial e sucessão familiar: estes são os temas do livro "Insights para a Excelência Profissional, Empresarial e na Sucessão Familiar", do engenheiro e doutor em gestão do conhecimento, Emílio da Silva Neto, que será lançado no próximo sábado (16), na livraria Grafipel.

Ex-diretor superintendente da WEG, diretor geral da Arco-Íris alimentos e sócio-consultor da 3S Consultoria Familiar, este é o primeiro livro individual de Emílio.

Composto por artigos publicados em jornais e sites ao longo de 2017, o livro se destaca por uma leitura leve e não linear. "Não há uma ordem para a leitura, o leitor pode pegar a qualquer momento e ler qualquer um dos capítulos, ou lê-los em sequência, conforme lhe agradar e o tempo o permitir", explica.

Emílio é Ex-diretor superintendente da WEG | Foto Renan Reitz / OCP News
Emílio é Ex-diretor superintendente da WEG | Foto Renan Reitz / OCP News

Segundo Emílio, o livro trata não da transmissão do conhecimento, mas do compartilhamento de conhecimento - distinção que ele afirma ser fundamental.

"Ao transmitir existe um aprendiz e existe um mestre. No caso de compartilhamento os dois tem conhecimento sobre o tema, mas dessa interação surgem conhecimentos novos, conhecimentos diferentes dos dois iniciais", define.

Este compartilhamento foi o que o motivou em sua carreira acadêmica e sua produção de artigos e textos para jornais e rádios da região. "Conhecimento só tem valor quando é compartilhado", diz.

Busca constante pela excelência

O tema da excelência tem para ele uma profunda relação com sua história pessoal, desde sua infância e sua busca por se destacar perante um irmão "com muito mais talento e habilidades esportivas do que eu".

Segundo o engenheiro, embora não se destacasse academicamente com a mesma notoriedade, o irmão conseguia se sobressair com menos esforço, e isso o levou constantemente a compensar.

"Eu sempre fiquei em primeiro em todos os anos da escola. Em toda a minha vida eu sempre me preocupei, onde eu estava, em apresentar algum diferencial, como estudante, como universitário, como professor, como profissional. Não bastava ser bom", conta.

Ele explica que a excelência não é o "tirar nota dez sempre", para fazer um paralelo acadêmico, destacando que este ideal é implausível - mas visar sempre o mais perto o possível do dez. "Até porque a perfeição leva a acomodação.

Se você consegue ser cada dia um pouco melhor no seu trabalho, isso te motiva em seu desenvolvimento, mas se você já está no topo do topo, isto te deixa acomodado", explica.

Cultivar habilidades pelo trabalho

A excelência passa pelo cultivo das competências e, segundo Emílio, não há fomento melhor para a competência do que o trabalho. "O trabalho não pode ser encarado como sofrimento, mas como uma forma de se desenvolver como pessoa", destaca.

A competência, diz ele, pode ser definida pelo acrônimo "chá":

  • Conhecimento (o que você sabe);
  • Habilidade (como você pode aplicar o que sabe);
  • Atitude (o que você faz com isso).

Estes três fatores, temperados pelo tempo, formam o  que ele define como sendo a sabedoria: a competência validada ao longo do tempo.

Para Emílio, a competência pode ser definida pelo acrônimo "chá" | Foto Renan Reitz / OCP News
Para Emílio, a competência pode ser definida pelo acrônimo "chá" | Foto Renan Reitz / OCP News

O tema da sucessão familiar em empresas vem da disparidade entre nosso ciclo biológico - nascimento, amadurecimento, envelhecimento e morte - e o das empresas.

"As empresas não podem seguir este ciclo, elas devem transcender as gerações, e para isso é preciso pensar na sucessão dentro das empresas familiares, para que o que uma geração cultivou não se perca", diz.

Ele ressalta que o cultivo da excelência profissional - não importa se um campo "intelectual" ou mais físico - acaba sendo fundamental para o futuro dos filhos.

Ensinar pelo exemplo

"O profissional tem que ser um exemplo para os outros. Principalmente na formação dos filhos, porque filhos de bons profissionais tem uma carreira melhor na vida, pois tem em casa um exemplo a ser seguido", comenta.

Já na gestão empresarial, o assunto surge por uma questão simples: assim como conhecimento que não é compartilhado é um conhecimento desperdiçado, competência que não é gerida é jogada fora. "A competência tem que ser gerida, pois se não ela é desperdiçada. Não adianta um time ter um bom jogador em campo sem um bom trabalho de técnica e de planejamento", conta.

Para o futuro, Emílio já planeja um segundo livro, composto pelos textos de dois minutos que apresenta em programa de rádio.

Além de Insights, o autor já publicou dois livros em parceria com outros autores: "Relações entre Empreendedores e Liderados: Profissionalismo, Afetividade e Riscos nas Interações. Gestão de Pessoas na Atualidade: Investindo no Capital Humano" e "Recompensas ao longo da carreira do intraempreendedor. Empreendedorismo em Organizações do Conhecimento". Os livros são acadêmicos.