A entrada do WhatsApp no setor de serviços financeiros do país pode ocorrer ainda no primeiro semestre de 2021, com o início das operações do WhatsApp Pay, o serviço de pagamentos do aplicativo de mensagens. As informações são da Gazeta do Povo.

A implementação do serviço foi temporariamente suspensa em 2020 por decisões do Banco Central e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). No mês passado, o app recebeu a aprovação da autoridade monetária brasileira para disponibilizar a opção de transferências diretas entre seus usuários.

O serviço promete conveniência para os usuários, que poderão enviar dinheiro para um contato sem a necessidade de abandonar a conversa para acessar outra ferramenta.

Segundo a empresa, ligada ao Facebook, o recurso será restrito aos clientes das instituições parceiras já anunciadas: correntistas do Banco do Brasil, Nubank ou Sicredi, que sejam, também, detentores de cartões das bandeiras Visa ou Mastercard emitidos pelos mesmos bancos.

A perspectiva, no entanto, é pela ampliação do alcance da iniciativa por meio da entrada de novos integrantes (sejam eles bancos ou operadoras).

A autorização do Banco Central não abarca todas as funções originalmente anunciadas pelo dono do WhatsApp para o país em junho de 2020.

Na ocasião, o Facebook afirmou que o WhatsApp Pay poderia ser usado para envios de dinheiro entre pessoas e também para operações de compra e venda.

Mas segundo o Banco Central, a solução relacionada ao WhatsApp estava liberada para transferências entre pessoas (P2P) na modalidade débito.

Pagamentos (as transações entre pessoas e empresas) seguem sob análise e para eles deve haver ainda a participação da Cielo como intermediadora das operações.

Em junho passado, o Banco Central barrou a novidade para avaliar eventuais riscos ao funcionamento do Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB), com possíveis danos irreparáveis à "competição, eficiência e privacidade de dados", segundo a autoridade monetária.

A aprovação do Whatsapp é como "iniciadora de pagamentos", modelo de instituição criado pelo BC em resolução de outubro de 2020. Esse tipo de operador "não pode armazenar fundos do usuário, apenas solicita do usuário, sob comando dele, a transferência de fundos de sua instituição para um lojista, por exemplo",