Jaraguá do Sul terminou o mês de janeiro com o melhor saldo de geração de empregos desde 2009, indicam os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), divulgados pelo ministério do trabalho e emprego na última sexta-feira. No mês, o município contratou 1.877 pessoas e dispensou 1.712, encerrando o período com um saldo positivo de 165 postos de trabalho. Embora não seja o maior volume de movimentações - janeiro de 2014, o último ano antes da crise, viu 2.952 admissões e 2.923 demissões - o resultado é o mais positivo em dez anos. Em janeiro 2008, o saldo de geração de empregos foi de 480 postos. No ano seguinte, foram perdidos 125 postos. Apesar disso, o resultado não compensa as perdas do mês com a crise econômica que se iniciou em 2015. No primeiro mês do ano anterior, a geração de empregos já havia ficado em apenas 29 postos. No ano que iniciaria a crise, foram dois postos. Em 2016, 373 postos fechados. 2017 começaria a retomar os saldos positivos para o mês, com 94. Agregados os meses de janeiro, o começo de ano em Jaraguá do Sul nos últimos quatro anos viu a perda de 83 postos de trabalho.

Resultado foi puxado pela indústria

O saldo positivo do mês foi puxado pela geração de empregos na Indústria de Transformação, com 819 admissões e 665 desligamentos, resultando em 154 postos. O resultado foi o melhor para o mês no setor desde o início da crise e o segundo resultado positivo do mês desde 2014, com resultados negativos em 2016 (-275), 2015 (-108) e 2014 (-53). Em 2017, foram 114 postos. Segundo os dados do Caged, são 33.060 trabalhadores no setor em Jaraguá do Sul, com base em janeiro deste ano - mais de metade da força de trabalho formal do município, de 61.886 postos. Como tal, o setor é responsável por grande parte da flutuação de emprego do município e seu desempenho acaba por servir como um termômetro geral da geração de emprego da cidade: quando há saldo negativo, o pior resultado tende à indústria. Quando há saldo positivo, o melhor resultado tende ao setor. O pior resultado para o mês, por sua vez, ficou com o setor de comércio, com perda de 133 postos. Foi o pior saldo do setor para o mês desde o início da recessão, demonstrando comportamento contrário ao restante do mercado de trabalho. Em janeiro de  2014, o setor perdia 54 postos. Em 2015, eram 101 postos fechados. 2016, também negativo: 64 empregos perdidos. Janeiro de 2017 teve o único resultado positivo para o mês no setor: 20 empregos gerados. Segundo o presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL), Gabriel Seifert, o resultado não é motivo para preocupação e é natural, dada a sazonalidade do setor. "Consideramos este número normal para o mês de janeiro, pois é o tempo de saída de temporários contratados para o movimento de final de ano, que tende a ser maior por causa do Natal", disse, ressaltando que não há queda nas vendas e que 70% das empresas no setor relataram crescimento em 2017.

Restante da região teve saldos positivos

No restante da região, o mês também foi marcado por saldos positivos, com o resultado mais fraco ficando por conta de Corupá, contratando 157 e dispensando 146, encerrando com saldo de 11 postos, pouco mais de um terço do resultado de janeiro passado, 31. Por sua vez, Guaramirim teve o melhor resultado desde o início da crise, com 582 admissões e 292 desligamentos, gerando 190 postos de trabalho formais no mês, 70 postos a mais do que em janeiro passado - e 218 postos a mais do que em janeiro de 2016, quando o resultado ficou negativo em 28 empregos. Schroeder gerou 15 postos no mês, com 175 admissões e 160 desligamentos. O saldo final foi menos da metade do registrado em janeiro de 2017, com 155 admissões e 123 desligamentos, resultando na geração de 32 postos. Salvo por 2017, janeiro tem seguido um padrão positivo para Massaranduba. No primeiro mês do ano passado, o município perdeu 42 cargos formais, no único resultado negativo para o mês desde 2014. Este ano, foram 165 admissões e 147 desligamentos, resultando em 18 empregos gerados. Em todos os municípios, o saldo positivo foi puxado pela indústria de transformação, demonstrando o reaquecimento do setor. Em Guaramirim, o setor gerou 200  postos de trabalho no mês, contratando 393 e dispensando 193. Em Corupá, foram 20, com 100 demissões e 120 admissões. Schroeder gerou 25 empregos no setor, com 84 desligamentos e 109 admissões. Por sua vez, Massaranduba gerou 32 postos no setor, com 132 admissões e 100 desligamentos.