Entre as categorias mais prejudicadas com a pandemia de Covid-19 estão os agentes culturais, de eventos e entretenimento.

Muitos ficaram sem o ofício da noite para o dia e serão os últimos a retornar com as atividades. Os recursos oriundos de políticas públicas são, muitas vezes, o único combustível que movimenta essa máquina.

Um panorama da importância de ações desta natureza por parte do poder público envolve os quatro editais de chamamento disponibilizados pela Secretaria de Cultura Esporte e Lazer de Jaraguá Sul (Secel), dois com recursos próprios.

Os editais somam um total de R$ 1,16 milhão (1.163.693,98).

Os editais 181 e 188, de atendimento à Lei Aldir Blanc (14.017/2020), com ações emergenciais destinadas ao setor cultural a serem adotadas durante o estado de calamidade pública reconhecida pelo Decreto Legislativo de 20 de março de 2020, tiveram R$ 177.484,33 e R$ 436.636,23 empenhados, respectivamente.

Dos 25 projetos inscritos, 20 foram contemplados no edital 181, destinado para seleção de espaços culturais e artísticos organizados e mantidos por pessoas, organizações da sociedade civil, microempresas e empresas culturais, organizações culturais e comunitárias, cooperativas e instituições culturais, com ou sem fins lucrativos, que realizam atividades artísticas e culturais e que tiveram as suas atividades interrompidas por força das medidas de isolamento social.

Das 55 inscrições no edital 188, 45 foram contemplados, totalizando R$ 614.120,56

Dos dois editais com recursos próprios da Secel (05 e 134) o total disponibilizado foi de R$ 549.573,42. No edital 05, dos 56 inscritos, houve 19 contemplados; no 134, das 36 inscrições, 18 contemplados.

“O 134 foi elaborado antes mesmo dos editais da Lei Adir Blanc, numa demonstração do envolvimento da secretaria para com essa classe tão prejudicada”, explica a secretária Natália Lúcia Petry.

“Lançamos o edital e logo em seguida o governo federal apresentou a mesma preocupação. Enfrentamos muitas situações burocráticas, cumprimos prazos e atendemos uma demanda que ansiava por ajuda”, afirma.

Ainda de acordo com a secretária, enquanto não houver a retomada dos eventos culturais de forma presencial, haverá a necessidade de planejamento e de reinventar uma forma segura da cultura chegar à população.

“O nosso maior desafio será movimentar a secretaria promovendo e potencializando ações que minimizem os danos ao setor”, completa.