A pesquisa de preço e a escolha cautelosa do produto devem guiar o comportamento do consumidor que pretende comprar o presente do Dia dos Pais esta semana. Em tempos de crise, o jaraguaense tem se mostrado seletivo na hora de investir em um agrado para o pai – um reflexo direto da queda na confiança dos consumidores, segundo análise da Fecomércio SC. Em junho, a intenção de consumo caiu 10,1% no Estado. Além disso, quatro em cada dez catarinenses avaliou que a situação financeira piorou este ano, em comparação com o ano passado. pagina 9Ainda assim, o gasto médio dos jaraguaenses com o presente do pai deve ficar dentro da média catarinense, que é de R$ 150,69, segundo estudo da Fecomércio SC e da FCDL/SC. De acordo com a gerente de uma loja de roupas masculinas do calçadão da Marechal, Aline Mizerski, mesmo preocupado com o preço, o consumidor local tem gasto entre R$ 120 e R$ 150 com o presente. “A maioria opta por itens mais tradicionais, como calças jeans e camisetas pólo, que costumam agradar a todos os gostos”, indica Aline. Desde o fim de semana passado, a gerente diz ter notado um aumento no movimento do comércio, tendência que deve ser vista mais fortemente nas próximas sexta e sábado. Ano passado, a loja em que Aline trabalha faturou 20% a mais no mês de agosto frente aos demais meses. Este ano, entretanto, o crescimento deve ficar mais contido. “Qualquer avanço será comemorado”, destaca. Na manhã de ontem (9), a equipe de reportagem conversou com cinco consumidores que circulavam pelo calçadão. Destes, três disseram que não pretendem comprar presente para o pai, ou por contenção de gastos, ou por preferir presentear em outra ocasião. Um estudo realizado pelo SPC Brasil em parceria com a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) em todas as capitais brasileiras mostra que 38,1% dos consumidores não pretendem comprar presentes este ano. A falta de dinheiro e o desemprego estão entre os principais motivos. Além disso, 29,1% das pessoas pretendem gastar menos com o presente este ano, sendo que deste número 23,6% dizem que é porque querem economizar e 20,8% porque a situação financeira está ruim. pagina 91Ainda assim, há quem reserve parte da renda para assegurar que a ocasião não passe em branco. A consumidora Marcia Grahl Busnardo, de 40 anos, planejou a compra com antecedência para garantir o melhor negócio. “Eu já sabia as lojas em que iria olhar e o que eu queria comprar tanto para o meu pai, quanto para o meu marido”, conta ela. O preço médio dos presentes ficou na casa dos R$ 150 e a expectativa é de que o investimento vá agradar. “Não dá para passar em branco”, diz. De acordo com o presidente da CDL de Jaraguá do Sul, Marcelo Nasato, em um momento de vendas retraídas, a criatividade irá fazer a diferença na hora de atrair o consumidor. “Chama a atenção quem for diferente, ousado, despertar a curiosidade e o interesse. Além disso, o lojista deve evitar ao máximo restringir a faixa de preço. Se ele oferecer opções para todos os bolsos, consegue atingir uma clientela maior e aproveitar ao máximo o potencial de compra do consumidor”, aconselha. No sábado, dia 13, o comércio de Jaraguá do Sul irá atuar em horário estendido, até as 17h. Fica a cargo de cada lojista decidir se irá ou não abrir as portas. Em Santa Catarina, a preocupação com o preço deve motivar a compra de 30% dos consumidores, seguido pelo atendimento (27%) e pela promoção (25%). Já a pesquisa de preço vai influenciar 70,8% dos consumidores. Cerca de 67% deve pagar em dinheiro, 11,5% com cartão de crédito e 9,5% à vista.