A taxa de desemprego fechou o trimestre encerrado em junho em seu maior nível histórico: 13,8%, segundo a Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílios (Pnad) Contínua, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A pesquisa foi divulgada na manhã desta quarta-feira.

A pesquisa é realizada desde 2012. No trimestre anterior, a taxa de desocupação havia encerrado em 12,6%.

São 13,1 milhões de desempregados no país, 561 mil pessoas a mais que o registrado no mesmo trimestre do ano passado, quando a taxa de desocupação era de 11,8%.

A população ocupada registra o menor contingente da série, 82 milhões, com queda de 8,1% (menos 7,2 milhões pessoas) em relação ao trimestre anterior e 12,3% (menos 11,6 milhões) frente ao mesmo trimestre de 2019.

O nível de ocupação (47,1%) também foi o mais baixo da série, caindo 4,5 p.p. frente ao trimestre anterior e de 7,6 p.p. contra o mesmo trimestre de 2019.

A população na força de trabalho também foi o pior valor registrado na série histórica: 95,2 milhões de pessoas, com queda de 6,8% (6,9 milhões) frente ao trimestre anterior e 10,4% (11,0 milhões de pessoas) em relação ao mesmo trimestre de 2019.

A população fora da força de trabalho (79,0 milhões de pessoas) foi recorde da série, com altas de 11,3% (mais 8,0 milhões de pessoas) em relação ao trimestre anterior e de 21,8% (mais 14,1 milhões de pessoas) frente ao mesmo trimestre de 2019.

A população desalentada - sem trabalhar e sem esperanças de obter emprego (5,8 milhões) foi recorde, com altas de 15,3% (mais 771 mil pessoas) em relação ao trimestre anterior e 20,0% (mais 966 mil pessoas) frente ao mesmo trimestre de 2019.

O percentual de desalentados em relação à população na força de trabalho ou desalentada (5,7%) também foi recorde, crescendo 1,0 p.p. frente ao trimestre anterior e de 1,4 p.p. contra o mesmo trimestre de 2019.

O número de empregados com carteira de trabalho assinada no setor privado (exclusive trabalhadores domésticos), estimado em 29,4 milhões, foi o menor da série, caindo 8,8% (menos 2,8 milhões de pessoas) frente ao trimestre anterior e de 11,3% (menos 3,8 milhões de pessoas) ante o mesmo trimestre de 2019.

O número de empregados sem carteira assinada no setor privado (8,7 milhões de pessoas) caiu 14,2% (1,4 milhão de pessoas) em relação ao trimestre móvel anterior e 25,4% (menos 3,0 milhões) ante o mesmo trimestre de 2019.

O número de trabalhadores por conta própria (21,4 milhões de pessoas) caiu 8,4% (2 milhões) frente ao trimestre móvel anterior e também ao mesmo período de 2019 (-11,6% ou menos 2,8 milhões de pessoas).

A taxa de informalidade chegou a 37,4% da população ocupada (ou 30,7 milhões de trabalhadores informais). No trimestre anterior, a taxa foi 38,8% e, no mesmo trimestre de 2019, 41,3%.

O rendimento médio real habitual (R$ 2.535) no trimestre terminado em julho subiu 4,8% frente ao trimestre anterior e 8,6% em relação ao mesmo trimestre de 2019.

A massa de rendimento real habitual (R$ 203,0 bilhões) caiu 3,8% (menos R$ 8,0 bilhões) frente ao trimestre anterior e 4,7% (menos R$ 10 bilhões) contra o mesmo trimestre de 2019.

 

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