A reabertura das atividades econômicas e a recuperação da economia ao longo do terceiro trimestre impulsionaram os resultados do Panorama da Pequena Indústria, da Confederação Nacional de Indústria (CNI).

Índices de desempenho e situação financeira tiveram alta, com destaque para o primeiro indicador, que registrou um recorde histórico em 52,3 pontos.

A confiança e as perspectivas da pequena indústria, depois de sucessivas altas, oscilou negativamente em outubro.

O desempenho da pequena indústria, que no fim do trimestre anterior, em junho, estava em 41,3 pontos, abaixo da média histórica, iniciou o terceiro trimestre com alta significativa, saltando para 46,2 pontos em julho.

Nos meses subsequentes passou para 49,7 pontos em agosto e alcançou 52,3 pontos em setembro, maior patamar da série histórica iniciada em janeiro de 2012.

“A elevação do índice de desempenho da pequena indústria reflete a melhora no processo de recuperação econômica da pequena indústria e o nível do índice de setembro revela aquecimento da atividade das empresas do setor”, destaca o relatório técnico.

Impactada pela crise gerada a partir da pandemia do novo coronavírus, a situação financeira da pequena indústria, que já tinha apresentado recuperação no segundo trimestre, registrou sinais de melhora substancial no terceiro trimestre.

O Índice de Situação Financeira alcançou 41,9 pontos no terceiro trimestre de 2020, após alta de 8,7 pontos em relação ao segundo trimestre. O índice é o maior desde o fim de 2013, quando ficou em 43,8 pontos.

Falta de insumos

O painel com os principais problemas enfrentados pelas pequenas empresas industriais no terceiro trimestre de 2020 ainda reflete dificuldades relacionadas aos efeitos da pandemia de Covid-19 na economia brasileira.

Para os segmentos de transformação e construção, a falta ou alta no custo de matéria-prima foi o principal problema enfrentado no terceiro trimestre com percentuais substancialmente maiores que os registrados em junho.

“O crescimento desse problema reflete a redução dos estoques desde o início da pandemia, a desmobilização das cadeias produtivas e o descompasso entre a oferta e demanda de insumos com a rápida e inesperada recuperação da atividade, além dos impactos do câmbio sobre os preços”, explica o relatório técnico.

Já as empresas extrativistas apontaram a falta ou alta no custo da energia como a maior dificuldade enfrentada no terceiro trimestre.

Nos três segmentos industriais, a elevada carga tributária figura como o segundo principal problema com percentuais que variam de 39,9% a 25,5%.

 

Receba as notícias do OCP no seu aplicativo de mensagens favorito:

WhatsApp

Telegram Jaraguá do Sul