A draga Galileo Galilei, responsável por fazer o trabalho de trazer a areia nova para a recuperação da Praia Central de Balneário Camboriú, chegou ao Brasil na terça-feira (17) da semana passada e segue atraindo olhares curiosos de catarinenses.

Vinda do Oriente Médio, com último operador de Luxemburgo, a draga de 167 metros de comprimento está carregando sua cisterna com areia proveniente de jazida situada a 15 quilômetros da costa com areia similar à da Praia Central de Balneário Camboriú.

A draga Galileo Galilei tem capacidade de 18 mil metros cúbicos de areia em sua cisterna, mas nesta obra de Balneário Camboriú, cada viagem trará de 10 a 12 mil metros cúbicos por ciclo. Pelos cálculos dos engenheiros serão quatro descargas da draga por dia.

Na praia, homens e máquinas farão o trabalho de espalhar a areia nova, que, no primeiro momento o material será mais escuro, mas a medida que vai secando e pegando sol, vai ficando mais clara até chegar na cor da praia atual.

A previsão para término da atividade de dragagem e preenchimento da praia esta dentro do cronograma que é final de outubro deste ano.

Trata-se de uma obra gigantesca e aguardada por muitos anos, na qual foram investidos R$ 66,8 milhões, e devolverá à Praia Central de Balneário Camboriú, no Litoral de Santa Catarina, os contornos que tinha nos anos 1960.

O alargamento da faixa de areia da praia Central pode ser acompanhado todos os dias pela internet. Duas câmeras instaladas no eixo da FG Big Wheel mostram 24 horas por dia a evolução dos trabalhos no Pontal Norte, onde está o canteiro de obras.

Veja como vai ficar:

Praia Central de Balneário Camboriú após o alargamento | Foto: Secom BC/Divulgação