Por Kamila Schneider O Dia dos Namorados já passou, mas muitos brasileiros ainda precisam lidar com o peso dos impostos no presente escolhido para a pessoa amada. Segundos dados do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), até 80% do preço pago no presente deste ano foi destinado para as taxas e tributos cobrados pelo governo, uma notícia pouco agradável para quem precisou trabalhar duro para garantir o sucesso da comemoração sem prejudicar o orçamento. No topo da lista dos produtos com maior carga tributária está o perfume importado – o queridinho das datas comemorativas tem 78,99% do valor destinado aos impostos. Ainda dentro do grupo dos cosméticos, a maquiagem nacional também carrega uma carga representativa de impostos: quem optou por este presente destinou 51,41% do valor do produto aos tributos. Não é à toa que o interesse do consumidor por este tipo de produto caiu nos últimos anos: segundo pesquisa da Fecomércio, quase 19% dos catarinenses optava por um cosmético para presentear o parceiro ou parceria, enquanto este ano o índice foi de 15,4%. Apesar disso, o segmento ainda ocupa a segunda posição entre os preferidos dos catarinenses, atrás apenas do segmento de vestuário, escolhido por 46,0% dos consumidores.   Capturar Quem optou por ampliar a comemoração e realizar um bom jantar também não escapou do peso dos impostos. Segundo o IBPT, duas das bebidas mais comuns desta data possuem carga tributária acima dos 50%: o champanhe (59,49%) e o vinho (54,73%). Se a comemoração inclui jantar em um restaurante, o volume dos impostos chega a 32,31%. Isso significa que um casal que pagou R$ 200 por um jantar regado a champanhe destinou R$ 86,37 (43,1%) apenas para o pagamento dos tributos. Segundo a pesquisa da Fecomércio, 42,3% dos catarinenses aproveitam o Dia dos Namorados com um jantar ou almoço especial em um restaurante. Esta modalidade, aliás, cresceu muito nos últimos anos: em 2014, o índice de pessoas dispostas a pagarem o preço de jantar era de 36,3%, o que representa um crescimento de seis pontos percentuais em três anos. Brasileiro já destinou quase R$ 1 trilhão aos cofres públicos Diante do valor elevado pago pelos brasileiros em impostos este ano, falta pouco para o Impostômetro atingir a marca de R$ 1 trilhão. No ano passado, o valor foi alcançado no dia 5 de julho, mas este ano a soma deve ser atingida mais cedo, já que a quantia de R$ 900 bilhões deu as caras duas semanas antes do esperado. Para se ter uma ideia de como a cobrança dos impostos avançou nos últimos anos, a primeira vez que o impostômetro chegou a R$ 1 trilhão foi no dia 18 de dezembro de 2007. A inflação é um dos fatores de maior peso na conta, pois com preços mais altos, o contribuinte acaba desembolsando valores maiores em impostos. Segundo o Impostômetro, até a tarde de ontem os brasileiros pagaram R$ 978 bilhões em tributos. Para se ter uma ideia, este ano já foram pagos R$ 186 bilhões para a previdência, R$ 164,3 milhões em Imposto de Renda e R$ 57,3 bilhões em FGTS. Só em Jaraguá do Sul, foram R$ 58,5 milhões pagos em tributos municipais até a tarde de ontem. Em Guaramirim, o valor atingiu a casa dos R$ 6,5 milhões, enquanto em Schroeder chega a R$ 2,5 milhões. Em Massaranduba, o valor pago em impostos este ano soma R$ 2,4 milhões, e em Corupá, R$ 2,1 milhões.