O fim de ano está chegando, junto com o 13º salário, que para muitos trabalhadores pode ser uma maneira de fechar as contas do ano em dia, para financiar as férias ou para comprar os presentes de natal.

Segundo o consultor financeiro Layon Dalcanali, da Patrimono Investimentos, a remuneração natalina é uma bela oportunidade para por a sua vida em dia e caminhar para sua independência financeira.

"Mas, antes disso, como se organizar financeiramente para não terminar o ano com as contas no vermelho? O melhor cenário possível é o de manter as contas em dia durante todo o ano, assim, quando chega no fim e entra o 13º, este possa ser utilizado para investimentos que gerem uma renda no futuro", explica.

Ele frisa que é crucial lembrar que o 13º salário não é uma receita recorrente mensalmente. "Ele deve ser utilizado de forma controlada. Para aqueles que estão endividados, ele pode ajudar a quitar integral ou parcialmente as dívidas. A prioridade é sempre o pagamento daquela dívida mais cara", diz.

Ou seja: para quem está endividado, é importante focar nas dívidas com os maiores juros; empréstimos bancários, cheque especial, cartão de crédito costumam ter os juros mais elevados do mercado.

Outro ponto importante com o dinheiro de fim de ano é ponderar o consumo.

"Em relação às compras e 'promoções arrasadoras' de final de ano, muitas coisas que queremos, se pararmos para pensar, não precisamos. Por isso, é necessário pensar bem antes de comprar qualquer item, por mais promocional que possa parecer. Uma dica bacana é envolver a família nesse processo", diz.

Outra alternativa é tratar o recurso natalino como um fundo de investimento familiar, com para pagar os materiais escolares dos filhos ou a matrícula escolar.

Ele frisa que um grande risco com o 13º é, justamente por sua sazonalidade, cair em endividamento para o ano seguinte.

"O trabalhador deve estar atento para não utilizar do mesmo para alavancagem financeira, fazendo com que caia em novas dívidas, começando o ano com problemas ainda maiores", diz.

Como com qualquer outra fonte de renda, é preciso saber o quanto se ganha e o quanto se pode gastar, sendo o primeiro sempre maior do que o segundo.

"Caso contrário, no futuro, você poderá ter sérios problemas. Quem consegue compreender isso, certamente se vê muito confortável para utilizar o 13º salário como um bônus financeiro. Para estes, a recomendação é programar aquela agradabilíssima viagem com a família toda ou engordar ainda mais a tão importante reserva financeira para aposentadoria, que será usufruída no futuro e que trará segurança financeira à família", encerra.