Nos últimos meses, a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) realizou duas pesquisas para confirmar as causas e consequências do aumento nos preço dos materiais de construção.

O levantamento contou com a participação de associados do Sinduscon (Sindicato da Indústria da Construção Civil) Joinville.

Foi feita uma análise da variação dos valores, do percentual e da data dos reajustes de materiais como cimento, bloco cerâmico, areia, brita, esquadrias, louças sanitárias, tintas, tubos e conexões, revestimentos cerâmicos, cabos elétricos, blocos de concretos entre outros itens.

Em setembro, após avaliar as informações colhidas, a CBIC entregou à Secretaria de Advocacia da Concorrência e Competitividade do Ministério da Economia um documento que comprovaria o incremento excessivo nos preços durante a pandemia.

José Carlos Martins, presidente da entidade, afirma que o reajuste é resultado da falta de oferta de produtos em quantidade suficiente para atender o mercado, uma vez que foi criado um desequilíbrio artificial por parte das empresas.

“Com a insegurança inicial causada pela pandemia, em março, foi gerado um falso desabastecimento, que foi sendo aproveitado pelos fornecedores para recuperar preços. Se não houver um choque de oferta urgente, a memória inflacionária irá criar um caminho sem volta”, disse.

 

De acordo com o vice-presidente da CBIC para a região Sul, Marco Antonio Corsini, o posicionamento nacional do setor junto ao governo federal será fundamental para evitar que a escalada de preços continue.

“O setor da construção civil mostrou sua capacidade de enfrentamento da crise e sua resiliência diante da pandemia, com saldo positivo de empregos superior a 8,7 mil novas vagas de janeiro a julho deste ano no país, sendo cerca de 2 mil em Santa Catarina no mesmo período", frisou.

 

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