O Conselho das Federações Empresariais de Santa Catarina (Cofem) manifestou ainda no sábado (27) apoio às medidas restritivas previstas nos dois decretos do governo do Estado publicados na última semana e as manifestações do Executivo ao procurador-geral de Justiça, Fernando Comin.

Enviado ao Ministério Público, que recomendou lockdown de 14 dias, o documento do Governo do Estado explica e fundamenta as medidas tomadas, inclusive as restrições intensificadas neste e no próximo final de semana, como forma de combater a propagação do coronavírus.

O Cofem defende a saúde em primeiro lugar e entende que, com a devida observância dos protocolos sanitários, a segurança dos trabalhadores é garantida e que a adoção de um lockdown completo não seria a melhor resposta para enfrentar o agravamento da pandemia.

Para as entidades empresariais, é fundamental que a população siga os protocolos de segurança, evitando aglomerações, que sejam adotadas medidas para que a população tenha acesso ao tratamento precoce em casos de infecção e que o ritmo da vacinação ganhe velocidade.

A Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) também manifestou ao Governo do Estado a preocupação com um potencial fechamento das atividades econômicas, posicionamento que coincide com o das demais entidades que integram o Cofem.

Em ligação ao governador Carlos Moisés, o presidente da entidade, Mario Cezar de Aguiar, argumentou que o trabalho nas indústrias é seguro e que a atividade industrial é essencial, inclusive para gerar os recursos necessários para combater a pandemia.

“A vida está sempre em primeiro lugar. Não há contradição entre a manutenção da atividade fabril e a proteção à saúde das pessoas. Os profissionais estão seguros dentro das fábricas, pois os protocolos são rigorosos e seguidos à risca”, diz Aguiar.

“A disseminação do vírus ocorre em outras circunstâncias e, por isso, o mais importante neste momento é a observância dos protocolos, especialmente no que se refere a evitar as aglomerações, o que exige a consciência das pessoas quanto ao momento crítico da pandemia”, acrescentou, lembrando que a eficácia dos lockdowns têm sido questionada internacionalmente.

O presidente da Fiesc também lembrou que a atividade industrial faz parte de uma cadeia essencial, e, por isso, sua interrupção teria graves consequências, inclusive para produção de alimentos, bebidas, embalagens e outros itens necessários ao enfrentamento da pandemia, bem como à geração dos impostos, sem os quais o governo não teria como atuar durante a crise.

“A indústria está comprometida com a sociedade e, desde o início da crise, desenvolveu inúmeras ações de apoio, desde a doação de recursos por meio do fundo Fera, o conserto e aquisição de respiradores, até a elaboração de protocolos de segurança para os diversos setores da atividade econômica, necessários para conciliar a produção e a saúde dos catarinenses”, finaliza Aguiar.

O Cofem é composto pelas Federações das Indústrias (Fiesc), do Comércio (Fecomércio), da Agricultura (Faesc), dos Transportes (Fetrancesc), das Associações Empresariais (Facisc), das Câmaras de Dirigentes Lojistas (FCDL), das Micro e Pequenas Empresas (Fampesc), além do SEBRAE-SC.