Recentemente, o Banco Central da Venezuela (BCV) colocou em circulação três novas cédulas com denominações altas. São cédulas de 200 mil, 500 mil e 1 milhão de bolívares.

O caso da Venezuela até que é bem conhecido pelos brasileiros. A hiperinflação do país motivou a emissão de notas altas para facilitar as transações do dia a dia. Para se ter uma ideia, mesmo com o real desvalorizado, 1 milhão de bolívares vale apenas cerca de R$ 2. Já imaginou, comprar pão com duas notas de 2 milhões?

No entanto, outras economias pelo mundo já tiveram que emitir notas com valor de face tão grandes ou até maiores. Até mesmo os EUA já passaram por situação parecida e o Brasil também já teve cédulas com muitos zeros num passado não tão distante.

 

 

Zimbábue

No Zimbábue, na África, no início dos anos 2000, o país emitiu a inacreditável nota de 100 trilhões de dólares zimbabuanos.

Cédula Zimbabue. Foto: Reprodução

O descontrole foi tanto que o país foi desmonetizado em 2015 e não possui mais moeda própria. Diversas moedas circulam por lá, como o dólar americano, o rand sul-africano, a libra esterlina, o iene japonês, o yuan chinês, a rúpia indiana e o euro. O bitcoin também é aceito.

Na época em que a nota foi lançada, ela valia US$ 30, depois seu valor foi reduzido a US$ 0,40.

 

Estados Unidos

A principal economia do mundo também já passou por situação parecida. Hoje a maior nota em circulação é a de US$ 100. Mas já foram emitidas cédulas de US$ 500, US$ 1.000, US$ 5.000 e US$ 10 mil.

A maior de todas a circular foi de US$ 100 mil, durante a Grande Depressão, entre 1934 e 1935. Ela tinha uma diferença, não era uma cédula como as demais, era na verdade um certificado de ouro, porque o Tesouro nacional mantinha em seus cofres o valor equivalente do metal.

Nota de US$ 100 mil.Foto: Reprodução

Foram impressos 42 mil unidades dessa nota e ela circulou até os anos 1960 para facilitar as transações de grandes somas de dinheiro entre os bancos. Mesmo não sendo mais utilizadas, elas existem até hoje.

 

Suíça

Pois é. A Europa e a Suíça também se escaparam de situações assim. Embora não sejam notas tão grandes como as de economias menos estáveis, na zona do euro circulam as cédulas de 200 e 500 euros, embora sejam pouco usadas.

Foto: Reprodução.

Na Suíça existe uma cultura local de utilizar papel-moeda em vez de transações eletrônicas, como cartões de crédito. Por isso é comum ver as carteiras dos moradores cheias de dinheiro. Recentemente, o país lançou uma nova versão da cédula de 1.000 francos suíços, equivalente a cerca de R$ 6.000. E é bastante comum os suíços carregarem essa nota no bolso.

 

Brasil

Hoje no Brasil a nota de maior valor em circulação é a de R$ 200. Mas no passado, o país já chegou a viver situação parecida com a da Venezuela. Os brasileiros mais velhos lembram bem da nota de 500 mil cruzeiros, ou meio milhão. Ela circulou entre janeiro e agosto de 1993, no período de hiperinflação da economia. O rosto na cédula é do escritor Mário de Andrade.

Cédula de 500 mil cruzeiros.Foto: Reprodução

A partir de agosto daquele ano, foi adotado o cruzeiro real. Mas o cruzeiro não saiu de circulação, em vez disso, ganhou um carimbo com a nova denominação. Quando o Plano Real foi implantado, em 1994, instituindo a cédula que perdura até hoje, uma nota de 500 mil cruzeiros como essa da foto valia apenas 0,18 centavos.

Com informações de CNN.