O comerciante brasileiro está ficando mais otimista com o mercado. É o que indica o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), que avançou 1,5% em setembro, chegando a 93,5 pontos. Este é o maior índice registrado desde março de 2015, quando a confiança estava em 94,25 pontos. Na comparação com setembro do ano passado, a alta na confiança chega a 14,8%. Os dados foram divulgados esta semana pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Com este desempenho, o índice se aproxima da chamada zona de otimismo, alcançada a partir dos 100 pontos. Segundo a pesquisa, desde janeiro as expectativas vêm mostrando recuperação mais acelerada, mas foram nos últimos dois meses que este crescimento se deu de forma mais significativa. Entretanto, para que este cenário se traduza em uma recuperação efetiva do setor, é preciso que o empresário perceba melhorias concretas para o negócio. Em Jaraguá do Sul, os comerciantes se mostram mais positivos, mas ainda encaram o mercado com cautela. De acordo o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Jaraguá do Sul, Marcelo Nasato, o longo período de quedas nas vendas faz com que o lojista mantenha esta percepção de cuidado e atenção com o setor, especialmente porque a recuperação se dá em ritmo bastante lento.“Mas o mercado tem acenado uma leve melhora no segundo semestre, motivada principalmente pelo inverno rigoroso que ajudou a desovar os estoques. O fluxo de pessoas tem aumentado e isso ajuda a melhorar o otimismo do lojista”, analisa Nasato. Segundo ele, setembro é tradicionalmente um mês mais parado, por não possuir datas de apelo, mas outubro tende a trazer resultados mais animadores. Para a gerente de uma loja de calçados do calçadão, Hilda Ewald, a expectativa é de que o dia das crianças traga um incremento de cerca de 10% nas vendas, na comparação com setembro. “Temos que pensar positivo, esta é uma data que sempre movimenta o setor calçadista. Diante do cenário, qualquer acréscimo é lucro”, avalia a gerente. As ações para a data devem se concentrar na primeira semana de outubro, época de pagamento. Ali perto, a gerente de uma ótica, Ana Julia Franco, mantém o foco nas vendas de final de ano. Segundo ela, a tendência é que, aos poucos, o consumidor se sinta mais atraído pelas ofertas e novidades do setor, motivado principalmente pela diminuição nos índices de desemprego. “Esperamos chegar ao crescimento do ano passado, na casa dos 10%. Mas é preciso sempre manter o olhar de cautela, os cuidados na gestão, para garantir a continuidade do negócio”, avalia Ana Julia. Gráfico 1 Foco no consumidor Para movimentar o comércio e conquistar a atenção do consumidor, a CDL programou uma série de ações para o de fim de ano. A primeira delas, voltada para o Dia das Crianças, aposta na diversão em família para promover a solidariedade. “Faremos uma intervenção nos bairros. Um trenzinho com temática de circo vai circular pela cidade para alegrar as crianças, fazendo passeios com palhaços e mágicos. O voucher para poder entrar na brincadeira será um brinquedo novo ou usado, que depois será doado”, explica Nasato. Já no final do ano, a ideia é valorizar o consumidor e estimular a compra no comércio local. “Estamos apostando em uma campanha que irá premiar quem compra aqui. Iremos sortear um Jeep Renegade e 100 vales-compras de R$ 250”, adianta. Com isso, a expectativa é recuperar o fôlego perdido durante o primeiro semestre do ano.