Completando um ano de cobertura das perspectivas do mercado jaraguaense para o futuro, a edição março de 2021 do Relatório OCP de Expectativas de Mercado mostra piora em relação aos dois primeiros meses do ano, mas um grau de confiança ainda consideravalmente melhor que o visto no ano passado..

Mantém-se a perspectiva de alta no PIB e uma retomada na taxa de juros Básica, a Selic, voltando ao nível que tinha em março passado.

O levantamento também consolida as perspectivas cautelosas quanto ao andamento da economia brasileira nos próximos meses e prevê ainda uma alta na inflação.

Divulgado mensalmente, o relatório reúne a expectativa de lideranças locais sobre indicadores vitais da economia brasileira para o exercício de 2021, bem como a perspectiva de comportamento de economia regional.

Recuperação

2021 segue com a perspectiva de crescimento para a economia regional, dando fim aos meses de pessimismo e preocupação, com 85,8% dos consultados acrediando que a região deva crescer este ano.

Essa retomada do otimismo é movida em grande parte pelos avanços de vacinação contra Covid-19, recuando o quadro de pandemia, e ao fim das incertezas políticas orbitando a presidência dos EUA.

Ao longo do ano passado, o Relatório OCP de Expectativas de Mercado acompanhou as mudanças expressivas nas perspectivas das lideranças locais quanto a economia da região e do país.

2020 começou com um forte otimismo para o crescimento econômico do Vale do Itapocu, foi abalado pela chegada da pandemia de Covid-19, que trouxe muitas incertezas para todo o mundo.

Studio OCP

Abril, maio, junho e julho marcam os meses em que a confiança em uma possível recuperação econômica se mostrou abalada, quase inexistente.

Os meses seguintes, porém, refletem a reação dos mercados, com o retorno de uma estimativa positiva, culminando com os números de dezembro, que se mostram fortemente positivos, deixando o fantasma da retração para trás.

Produto Interno Bruto

A expectativa do empresariado de Jaraguá do Sul e região é que o Produto Interno Bruto (PIB), a soma de toda a produção econômica do país, tenha um crescimento de 2,8% em 2021, projeção positiva que ainda não recuperaria as perdas de 2020.

Embora ainda positiva, a projeção é consideravelemnte pior que a de fevereiro, de 3,26%, e a de janeiro, de 3,37%.

A edição de dezembro encerrou com -4,48%, mantendo a tendência de queda, embora consideravelmente menos intensa do que em agosto, com projeção de queda de -5,71%, e julho, quando se esperava queda de -7%.

Em setembro, era projetada uma queda de -5,56%, enquanto a edição de outubro registrava projeção de -4,98%. Novembro viu uma pequena melhora na projeção, com -4,76%.

A queda projetada em agosto era a mesma registrada na somatória dos anos de 2015 e 2016.

Na primeira edição do relatório, em março, se esperava um crescimento de 1,9%. A perspectiva teve mudanças nos meses seguintes: -1,1% em abril, -3,7% em maio e -5,46% em junho.

IPCA

A projeção de inflação para o consumidor amplo entrou em queda, e a projeção para o Índice de Preços para o Consumidor Amplo (IPCA) voltou a subir, abrindo março em 4,4%, o maior valor desde o início da pesquisa, quase 0,7 ponto percentual acima do valor de fevereiro, de 3,76%.

A projeção superou também janeiro, quando tinha então seu maior valor desde o início da pesquisa: 4,25%.

Cotação do dólar

Para a cotação do dólar, a projeção é que a divisa americana feche o ano em R$ 5,33, com queda na comparação com a cotação atual, de R$ 5,60.

A edição final de 2020, de R$ 5,33, encerrava um ciclo de altas na projeção do dólar, que vinha sido registrada ao longo do período de julho a setembro, quando a expectativa passou de R$ 5,10 para R$ 5,16 e depois para R$ 5,22.

Em junho, a expectativa era que a moeda fechasse o ano a R$ 5,27, contra os R$ 5,05 de maio, R$ 4,31 de março e R$ 4,78 de abril.

Em contrapartida, a taxa básica de juros teve uma disparada na projeção; a edição de março do relatório prevê uma Selic de 3,75%, voltando aos níveis de março passado.