O movimento de fim de ano, impulsionado pelo Natal, continua rendendo para o comércio jaraguaense. O fluxo de pessoas nesta semana pelo calçadão da Marechal Deodoro da Fonseca é alto, segundo os lojistas, e têm resultado em vendas para quem abriu as portas nos últimos dias de 2017. Segundo a gerente de uma loja de roupas no Centro, Márcia Ferrari, o estabelecimento “não ficou vazio em nenhum momento na última quarta-feira”. Ela conta que, neste período, a maioria dos consumidores está procurando por peças para usar no Réveillon, especialmente roupas brancas e amarelas. “Não estamos registrando muitas trocas. Notamos que muitas pessoas também estão apenas de passagem pela cidade”, comenta Márcia. Já a proprietária de um comércio de confecções no calçadão, Asta Utpatel, aponta que o local está registrando muitas trocas de mercadorias. “É um cenário já esperado. O positivo é que com as trocas nós conseguimos agregar novas compras”, avalia. A funcionária de outra loja de roupas, Ane Pinheiro, concorda que as trocas são uma oportunidade de alavancar ainda mais as vendas. “Uma coisa puxa a outra”, garante ela. Morando atualmente em Salvador, na Bahia, a jaraguaense Renilda Lopes é uma das pessoas que está aproveitando as férias para fazer compras. Ela considera que os preços dos produtos em Jaraguá estão mais acessíveis do que na capital baiana. “Nestas cidades maiores o custo é maior, compensa comprar aqui”, aponta. Renilda voltará para o nordeste com mala nova e presentes para os filhos.
Renilda Lopes | Foto Eduardo Montecino/OCP
ORIENTAÇÕES PARA TROCA  Para quem deseja trocar o presente que ganhou nas festas de fim ano, o Procon chama a atenção para algumas normas do Código de Defesa do Consumidor. Vale lembrar que a troca ou a reparação é obrigatória em caso de defeito. Já a substituição decorrente de tamanho e gosto, fica de acordo com cada estabelecimento comercial. • Políticas de trocas: É importante o consumidor saber como funciona este esquema antes de efetuar a compra. Guardar a nota fiscal sempre é essencial.
É importante o consumidor saber como funciona a política de trocas antes de efetuar a compra | Foto Eduardo Montecino/OCP
• Garantia: Para produtos não duráveis, como alimentos, a lei determina que consumidor reclame em até 30 dias. Já para os duráveis como eletrodomésticos, brinquedos e livro, o prazo é de até 90 dias. Após ser comunicado o defeito, a loja tem até 30 dias para solucionar o problema. Se o reparo não for feito neste prazo, o cliente pode optar pela troca do produto, pela devolução do dinheiro ou pelo abatimento proporcional do preço. • Valor: A troca sempre tem que ser feita baseada no valor que o consumidor pagou pelo produto. Por isso, é importante guardar a nota fiscal para provar o quanto pagou, mesmo quando houver liquidações, e o preço da peça baixar. • Compras pela Internet: Neste tipo de compra, o consumidor tem até sete dias para desistir do produto, mesmo que não haja defeito. Para isto, deve formalizar a desistência por escrito e, caso já tenha recebido o produto, devolvê-lo. Todo valor pago, inclusive o frete, deve ser devolvido ao consumidor. PESQUISA APONTA QUE VENDAS NO NATAL FORAM MAIORES DO QUE EM 2016  De acordo com dados do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), a retomada da economia teve seus primeiros reflexos na confiança dos consumidores e aumento do consumo. As consultas para vendas a prazo na semana anterior ao Natal (entre 18 e 24 de dezembro), a data comemorativa mais lucrativa para o varejo no ano, aumentaram 4,72% na comparação com 2016. Trata-se do primeiro ano de crescimento após três anos consecutivos de retração e a data comemorativa de 2017 com o aumento mais expressivo: Páscoa (+0,93%), Dia das Mães (-5,50%), Dia dos Namorados (-9,61%), Dia dos Pais (-2,18%), Dia das Crianças (+3%). Nos últimos anos, os resultados de vendas a prazo no Natal foram: -1,46% (2016), -15,84% (2015) e -0,7% (2014). Segundo o indicador da Serasa Experian, durante a semana de 18 a 24 de dezembro, as vendas subiram 5,6% em relação ao mesmo período do ano anterior. O resultado também reverteu três anos consecutivos de queda e registrou o melhor desempenho desde 2011. Em Jaraguá do Sul, os números oficiais ainda não foram divulgados pela Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), mas, na visão dos lojistas, o Natal deste ano foi mais lucrativo do que o de 2016. Segundo a comerciante Asta Utpatel, as vendas foram maiores, entretanto, não houve um aumento significativo no número de clientes. *Reportagem de Dyovana Koiwaski e Windson Prado