Após um primeiro semestre de avanços representativos no emprego, Jaraguá do Sul fechou o mês de julho com crescimento tímido, mas positivo se comparado aos anos anteriores. Liderado pelo comércio, o município registrou a abertura de 53 novas vagas em julho, o melhor resultado para o mês desde 2013 – só no ano passado, por exemplo, foram encerrados 205 postos no período, enquanto em 2015 o número chega a 549 vagas perdidas. O comércio foi o setor da economia que mais criou postos formais de trabalho em julho, com um saldo positivo de 88 vagas. É o segundo mês consecutivo de destaque para o varejo na geração de emprego: em junho, o setor já havia sido responsável pela criação de 92 novos postos na cidade. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados esta semana pelo Ministério do Trabalho. Segundo análise do presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Jaraguá do Sul, Gabriel Seifert, o resultado é reflexo direto da melhora gradativa nas vendas e do aumento do otimismo no varejo, tanto por parte dos lojistas, quanto dos próprios consumidores. Diante do cenário aparentemente mais positivo, o setor se mostra mais disposto a investir em mão de obra, aponta Seifert, especialmente no segundo semestre, em que datas comemorativas relevantes tendem a impulsionar ainda mais as vendas. “Além disso, a abertura de novas empresas na cidade deve colaborar ainda mais”, afirma o presidente da CDL de Jaraguá do Sul. Alguns exemplos são a nova unidade da rede de supermercados Giassi, que irá empregar cerca de 350 profissionais, e a ampliação da rede de lojas Breithaupt, com estimativa de gerar 40 postos. Entre janeiro e julho deste ano, o comércio foi responsável pela abertura de 162 novas vagas em Jaraguá do Sul. O número reverte os resultados negativos apresentados nos últimos dois anos para este período: foram 12 vagas perdidas nos sete primeiros meses do ano passado e outras 219 no mesmo período de 2015, mostram os dados do Caged. Jaraguá do Sul apresentou saldo positivo de 1.446 novos postos de trabalho formal ao longo deste ano.   GUARAMIRIM TEM QUEDA PELO TERCEIRO MÊS SEGUIDO E FECHA 136 POSTOS FORMAIS No município vizinho de Guaramirim o mês de julho foi de queda com a perda de 136 postos de trabalho. É o terceiro mês consecutivo de retração no mercado de trabalho da cidade. O setor que mais colaborou para o resultado foi a indústria da transformação, responsável pelo fechamento de 64 postos. Também tiverem saldo negativo os setores de serviços (-43) e comércio (-32). Já dentre os subsetores, o pior desempenho ficou para a indústria química de produtos farmacêuticos, veterinários e de perfumaria, com a perda de 58 vagas. Em julho do ano passado, Guaramirim havia sido o único município da região a registrar resultado positivo no emprego – na ocasião, o saldo foi de 39 vagas criadas. Agora, a cidade foi a única a apresentar uma retração tão significativa no emprego, na comparação anual. Apesar disso, no acumulado do ano o desempenho da cidade continua positivo em 262 postos, sendo que o resultado mais representativo foi o de fevereiro, com 260 novas vagas. Em Schroeder, o mercado de trabalho abriu 16 novos postos em julho deste ano, sendo que no ano passado o mês fechou com a perda de 13 posições. No acumulado do ano o município tem o segundo melhor desempenho, atrás apenas de Jaraguá do Sul, com saldo de 316 contratações. Em Corupá o mercado sofreu poucas alterações, passando de um resultado negativo de uma vaga em julho de 2016 para a abertura de quatro vagas em julho de 2017. Até agora foram 124 empregos criados na cidade este ano. Já Massaranduba apresentou queda leve em relação ao ano passado, saindo de quatro negativas para seis negativas este ano. O município é o único a registrar saldo negativo no acumulado do ano, com a perda de 11 postos. GERAÇÃO EM OUTROS SETORES Além do comércio, o setor da administração pública também apresentou crescimento no emprego em julho, com a abertura de 38 vagas. Já a construção civil teve saldo positivo de sete postos de trabalho. Por outro lado, a indústria da transformação, até então a grande responsável pelos avanços no emprego, registrou resultado negativo, com a perda de 47 vagas. Deste total, 20 foram encerrados pela indústria de material elétrico e de comunicação, apontam os números. Os setores de serviços e agropecuária também tiveram retração, com a perda de 29 e três postos, respectivamente. Nos dados acumulados do ano, Jaraguá do Sul apresenta saldo positivo de 1.446 novos postos de trabalho formal. Para efeito de comparação, no mesmo período do ano passado o município havia encerrado 1.820 vagas. O setor com maior volume de vagas criadas é a indústria da transformação (951), sendo que a indústria têxtil é o segmento com resultado mais expressivo (863).