A paralisação dos caminhoneiros teve impactos negativos no volume de vendas e na receita no mês de maio em Santa Catarina, conforme aponta a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), realizada pelo IBGE.

O comércio varejista restrito catarinense apresentou queda de 4,2% em relação a abril, o maior recuo nesta comparação desde junho de 2015 (-4,6%). A receita nominal também caiu 2,5%.

Os segmentos mais prejudicados no período foram o de equipamentos de escritório e material de informática (-23,2%); eletrodomésticos (-14,1%), combustíveis e lubrificantes e material de construção (-7,7%).

Por outro lado, hipermercados e supermercados mantém índices favoráveis, com alta de 19,6% na comparação com maio de 2017.

“O comércio catarinense está no positivo desde novembro de 2016, na tentativa de recompor as perdas provocadas pela recessão. Mas tanto SC, quanto o país, sentiram no caixa de seus estabelecimentos os efeitos da paralisação. O varejo deve apresentar melhores resultados nos próximos meses, mas com volume não tão expressivo. A expectativa é de recuperação da confiança em 2019, passada as incertezas políticas”, analisa o presidente da Fecomércio SC, Bruno Breithaupt.

Apesar do resultado pontual negativo, o indicador de tendência (acumulado de 12 meses) mostra variação de 12,2% nas vendas em maio, equilibrado ao percentual registrado no mês anterior (12,7%). O volume está há 15 meses no positivo, oito meses seguidos acima dos 10%.

A receita cresceu 11,5% no mês, equilibrado com abril (11,7%). Já no comércio varejista ampliado, que leva em consideração o varejo de material de construção e veículos, a variação foi positiva em 15,3% e 14,6%, respectivamente.

Varejo brasileiro

O comércio varejista brasileiro registrou alta de 2,7% no volume de vendas e de 4,1% na receita, em relação ao mesmo mês do ano passado. Já no acumulado de 12 meses, o resultado do volume de vendas fechou com alta de 3,7% e a receita nominal atingiu 3,1%.

* Com informações da Fecomércio

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