Aos poucos, o programa de inovação do município de Jaraguá do Sul tem tomado corpo. Quatro meses após a inauguração do Centro de Inovação de Jaraguá do Sul, a previsão é de que o espaço comece o processo de seleção das empresas que irão operar no local na segunda quinzena de novembro.

O passo atual é a seleção da organização social que irá gerir o espaço antes e selecionar os projetos.

A gestão do espaço ficará por conta de uma entidade sem fins lucrativos, conforme determina o marco regulatório do Centro, explica o secretário de Desenvolvimento Econômico de Jaraguá do Sul, Domingos Zancanaro.

"Acredito que devemos finalizar este processo até o final do mês de outubro. Outra questão importante é dar celeridade ao processo de ocupação e desenvolvimento econômico", diz.

O edital de qualificação das entidades no campo de inovação foi publicado na última terça-feira (9), com encerramento do prazo de entrega dos documentos nesta sexta (19).

O processo visa não apenas qualificar as entidades que visam a gestão do Centro, mas também analisar e escolher o melhor plano de ação para o espaço.

Além do processo de qualificação, em paralelo o projeto será submetido a uma comissão de seleção, que abordará o plano de ação e a viabilidade do projeto.

"São duas comissões distintas de análise. Passada pelas duas comissões, será homologado o processo e assinado o contrato de gestão e uso do espaço", explica Zancanaro.

O contrato será vigente inicialmente pelo período de três anos, segundo os termos do edital. As entidades interessadas devem apresentar plano de ação, cópia autenticada do ato constitutivo da entidade e comprovação de atuação no setor por um ano ou da presença de membros ou entidades com experiência comprovada na área de inovação entre seus integrantes, além de outros documentos listados no edital.

Vai caber a entidade aprovada lançar a seleção para o uso do espaço, mediante chamamento público. Este segundo processo de lançamento de editais abrangerá não apenas as empresas que irão usar do espaço para desenvolver seus projetos, mas também os prestadores de serviço que poderão operar no local.

Início das operações é aguardado pelo setor

Para quem trabalha com inovação em Jaraguá do Sul, o início das operações do Centro de Inovação tem sido aguardado com atenção.

O espaço é visto como a semente para a diversificação da matriz produtiva do município, transformando a cidade não apenas em um pólo industrial, mas também em um pólo de desenvolvimento tecnológico.

"O Centro de Inovação está destinado a fortalecer o ecossistema empreendedor da região da Amvali. Sua infraestrutura está destinada a abrigar empreendimentos tecnológicos, através de uma incubadora, aceleradora, coworking e espaços destinados à empresas âncoras que desenvolvam projetos inovadores", afirma o gestor da incubadora tecnológica JaraguaTec, futuramente ligada ao Centro de Inovação e mantida pela Católica de SC.

Segundo o professor e gestor, esta configuração permite a realização de um conjunto de atividades capazes de transformar e inovar, proporcionando soluções no desenvolvimento de produtos, processos ou serviços inovadores que tenham impacto no mercado de novas tecnologias.

"O modelo de gestão do Centro de Inovação está centrado no desenvolvimento de empresas de base tecnológica, com conhecimentos intensivos aplicados em produtos, processos ou serviços a partir dos resultados da pesquisa aplicada, na qual a tecnologia representa um alto valor agregado e com alto potencial de crescimento", explica.

Desde a entrega, em junho, o  espaço é utilizado para reuniões setoriais da Prefeitura e relacionadas ao Centro de Inovação. Este foi o segundo espaço do tipo a ser entregue no Estado, dentre os 13 previstos para implantação. A primeira unidade foi inaugurada há dois anos, em Lages.

"O Centro de Inovação possui papel fundamental como indutor da ampliação da matriz econômica de Jaraguá do Sul e região através do apoio a empreendedores e seus negócios inovadores baseados nos princípios da Nova Economia", afirma o empresário Benyamin Parham Fard, da incubadora tecnológica Spin.

O empreendimento é um dos componentes do chamado "ecossistema de inovação", servindo como um último degrau para várias startups que já operam na cidade antes que possam migrar para o mercado, de fato, com as próprias pernas.

"Com foco, dedicação e engajamento, é possível que o Centro de Inovação seja - em um futuro breve - tão importante quanto nossas entidades empresariais foram (e são) para o nosso desenvolvimento regional", adiciona Fard.

 

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