Com mais de R$ 300 milhões investidos em pesquisa e desenvolvimento somente durante o ano de 2018, a WEG quer se tornar um dos protagonistas da indústria 4.0 no país, segundo declarou o presidente da gigante jaraguaense, Harry Schmelzer Jr., em entrevista à revista Época.

Schmelzer está na direção da empresa desde 2008, e nos últimos três anos, a WEG mudou seu modelo de negócios para mirar na interação entre indústria e a internet.

Em 2020, a mudança de foco deve resultar em uma novidade importante: sua primeira oferta exclusivamente de software.

A empresa comprou este ano duas empresas de tecnologia - uma voltada a softwares de gestão industrial e outras de internet das coisas - e se prepara para aplicar gestão de dados e inteligência artificial à medição da performance de motores e também à administração de indústrias.

"Vamos vender só software. A empresa poderá pagar por mês ou por ano, como serviço. E os módulos de manutenção da WEG poderão ser acoplados a outros sistemas do mesmo tipo", diz Schmelzer Jr.

Capacitação para o futuro

Além da busca por aquisições no setor, o novo foco digital também afetou o centro de treinamento de profissionais da WEG, o Centro WEG.

O espaço forma anualmente cerca de 200 jovens entre 16 e 18 anos. A empresa adicionou novas disciplinas no programa, para capacitar os jovens a lidar com softwares de gestão e ter noção de inteligência artificial.

Essa equipe com novas habilidades ajudará a alavancar o objetivo da companhia de comandar a instalação de uma base industrial mais moderna no País.

"Primeiro focaremos as indústrias nacionais e depois vamos para o exterior. Queremos ser protagonistas da indústria 4.0 no Brasil", declarou Schmelzer.

Segundo o empresário, no setor de automação industrial, existe a necessidade de os processos se comunicarem mais.

"Quando você faz um planejamento de uma fábrica, com o chamado RP, que é um software para este fim, você tem informações que já existem e, à medida que a fábrica continua a funcionar, novos dados são agregados. E aí posso ter informações em tempo real sobre a fábrica e não só o fechamento diário ou semanal", declarou na entrevista à Época.

Esta base de dados serviria para planejar e prever problemas.

 

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