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Com ações em alta, WEG mira no primeiro leilão de baterias de grande escala

Foto: Divulgação/WEG

Por: Ewaldo Willerding Neto

28/01/2026 - 08:01 - Atualizada em: 28/01/2026 - 08:10

A WEG (WEGE3) se prepara para o primeiro leilão de eletricidade focado em armazenamento de baterias de rede de grande escala, conhecido como BESS, no Brasil, previsto para abril. Nesta segunda-feira (26), suas ações apareceram como as mais altas do Ibovespa (IBOV), desde o início do pregão, segundo informações da jornalista especializada em economia, Liliane de Lima, do Money Times.

O WEGE3 encerrou as negociações com alta de 3,49%, a R$ 51,61. Durante o pregão, os papéis chegaram a registrar ganho de 3,77% (R$ 51,75).

Os BESS são sistemas de baterias recarregáveis que armazenam energia de diferentes fontes e a liberam quando necessário e as empresas chinesas — que já investiram fortemente no setor de energia do país — são vistas como fortes concorrentes.

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Conforme a MOney Times, na avaliação do BTG Pactual, a WEG possui um portfólio completo de produtos e soluções em BESS, posicionando-se de forma diferenciada nesse segmento.

“A companhia é vista como uma das melhores teses globais de infraestrutura de rede e inteligência artificial na América Latina”, destacaram os analistas Lucas Marquiori, Fernanda Recchia, Samuel Alkmin e Marcel Zambello, em relatório.

A equipe do banco também avalia que, apesar de ainda representar parcela pequena das vendas da WEG, a contribuição de BESS para o lucro líquido é limitada “por enquanto”. “Transformadores também contribuíam pouco no passado e hoje representam cerca de 20% do lucro líquido da companhia”, afirmam os analistas.

O BTG reiterou a recomendação de compra com preço-alvo de R$ 52 por ação em dezembro deste ano – o que representa um potencial de valorização de 4,3% sobre o preço de fechamento da última sexta-feira (23), quando WEGE3 encerrou cotada a R$ 49,87.

Já a Ágora Investimentos/Bradesco BBI vê a presença das chinesas na disputa pelo leilão como negativo para a fabricante brasileira, “mas sem impacto imediato no preço das ações”.

“A presença de players chineses provavelmente aumentará a pressão competitiva sobre a WEG antes do leilão de armazenamento de baterias previsto para abril”, escreveram os analistas Daniel Federle e Wellington Lourenço.

A Ágora tem recomendação neutra para WEG, com preço-alvo de R$ 46 – o que representa um potencial de desvalorização de 7,8% nos próximos 12 meses sobre o preço do último fechamento.

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Ewaldo Willerding Neto

Jornalista formado pela UFSC com 30 anos de atuação.