Foto Arquivo/Agência Brasil
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De dezembro de 2017 a dezembro de 2018, 1.987 jaraguaenses deixaram de ter cobertura de plano de saúde, segundo dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANSS). O número de beneficiários de planos de saúde caiu de 52.290 para 50.303 - uma queda de 3,8%.

Um modelo de contratação teve aumento no período: os planos coletivos por adesão subiram 3,2%, passando de 3.436 para 3.549.

Em contrapartida, as duas principais formas de contratação no município, os planos coletivos empresariais - responsáveis por quatro a cada cinco planos - e os individuais ou familiares, registraram queda.

 

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Os planos empresariais caíram 3,93%, de 44.287 para 42.547.  Os individuais tiveram uma queda percentual maior: 7,47%,  passando de 4.528 para 4.190.

Segundo a diretora de saúde da Prefeitura, Niura Demarchi, esta queda aumenta a pressão sobre o serviço do Sistema Único de Saúde.

"As vezes quem tem plano de saúde usa os serviços públicos, mas quando perde o plano de saúde se perde toda a cobertura que ele oferece e toda a demanda recai sobre o SUS. E as vezes não temos orçamento programado para a demanda crescente".

Aumento no orçamento

O orçamento para a saúde do município tem crescido, acompanhando o aumento na demanda. O ano de 2018 fechou um orçamento de R$ 163,5 milhões para o setor, R$ 2,3 milhões a menos que em 2017. Para este ano, foi previsto R$ 174,1 milhões.

A Prefeitura estima que cerca de 6,12% da população tenha deixado de ter cobertura por planos de saúde desde 2014 - no ano, eram 34% dos jaraguaenses eram atendidos algum tipo de convênio. Em 2015, este percentual caiu para 32%. Em 2016, foi para cerca de 31%. Ao final de 2018, o percentual fechou em 28,88%.

A população estimada de Jaraguá do Sul hoje segundo o IBGE é de 174.158 habitantes. Caso tivesse mantido-se a mesma parcela de habitantes com planos de saúde (34,25%) de 2014, hoje teríamos 61.018 habitantes com atendimento particular.

Segundo dados da Prefeitura, o município realizava uma média de 2,28 consultas médicas por habitante através do SUS em 2016 - em um total de 382 mil atendimentos no ano em questão. O setor público responde por 79% dos leitos do município, incluindo hospitais, pronto atendimentos e postos de saúde.

 

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