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CFO da WEG troca caminho tradicional por IA e cria nova estratégia de capacitação na empresa

Foto: WEG/Divulgação

Por: Elisângela Pezzutti

13/08/2026 - 09:08 - Atualizada em: 13/08/2026 - 09:58

Para um executivo à frente das finanças de uma das maiores multinacionais brasileiras, investir em uma nova formação poderia significar seguir caminhos tradicionais, como gestão ou economia. André Luís Rodrigues, CFO da WEG desde 2015, escolheu uma direção diferente.

O vice-presidente administrativo-financeiro da empresa decidiu aprofundar seus conhecimentos em inteligência artificial com o objetivo de aplicar esse aprendizado à estratégia interna da companhia, fundada em Jaraguá do Sul, no Norte de Santa Catarina.

A iniciativa deu origem a uma estrutura de capacitação em IA com cinco níveis para os colaboradores da WEG. A proposta contempla desde um treinamento introdutório, com duração de duas horas, até uma formação avançada de 180 horas, direcionada ao desenvolvimento de profissionais com conhecimentos em programação.

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A mudança na visão do executivo ganhou força depois da conclusão do programa PIACC, oferecido pela Saint Paul Escola de Negócios. A formação tem 93 horas e é voltada a conselheiros, acionistas e executivos de C-level.

Em entrevista à Exame, Rodrigues relatou que o curso o levou a compreender que a adoção de tecnologia deve estar associada a objetivos claros antes de sua aplicação prática.

Segundo o executivo, a inteligência artificial deixou de ser uma questão restrita à área de tecnologia e passou a ocupar um espaço estratégico nas empresas. Nesse cenário, os principais desafios envolvem estabelecer governança, avaliar riscos e identificar como a tecnologia pode gerar valor para o negócio.

Essa perspectiva contribuiu para que a WEG estruturasse a adoção das novas ferramentas de forma planejada, evitando a implementação de softwares sem uma avaliação prévia dos efeitos sobre as atividades e os processos da companhia.

O programa foi organizado para atender diferentes perfis de funcionários, de acordo com o grau de contato que terão com as ferramentas de inteligência artificial:

  • Nível inicial: treinamento on-line de duas horas, voltado aos conceitos fundamentais de inteligência artificial e disponível para todos os colaboradores.
  • Níveis intermediários: capacitações direcionadas ao uso prático da tecnologia em áreas administrativas e de gestão.
  • Nível avançado: programa intensivo de 180 horas, com foco em upskilling e na preparação de profissionais para atividades de desenvolvimento e programação.

A empresa também criou um Comitê de Inteligência Artificial composto por integrantes da alta liderança. O grupo tem como função identificar prioridades relacionadas à tecnologia e contribuir para a manutenção da competitividade da companhia.

Atuação em diferentes áreas

A carreira de André Rodrigues é marcada por experiências em diferentes áreas. Formado em Engenharia Química pela FEI, ele começou sua trajetória profissional no setor operacional da Rhodia. Ao longo de duas décadas na empresa, migrou para a área financeira e também trabalhou na Alemanha e na França.

Antes de chegar à vice-presidência administrativo-financeira da WEG, em 2015, Rodrigues ocupou ainda uma posição de liderança na JHSF Participações.

Para o executivo, a combinação de experiências em diferentes áreas contribui para ampliar a visão estratégica necessária para conduzir processos de transformação digital em uma grande indústria.

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Elisângela Pezzutti

Graduada em Comunicação Social pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). Atua na área jornalística há mais de 25 anos, com experiência em reportagem, assessoria de imprensa e edição de textos.