Mais da metade dos jaraguaenses já fizeram compras pela internet, segundo a pesquisa do perfil do consumidor divulgada pela Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL) de Jaraguá do Sul.

Em torno de 55% dos consumidores ouvidos já compraram pela internet. E não é para menos: o setor de e-commerce é um dos que mais cresce no país e projeta faturamento de R$ 77,5 bilhões no ano.

A o uso de plataformas de e-commerce tem relação direta idade: 74% dos jaraguaenses na faixa mais jovem da pesquisa, dos 16 aos 25, já compraram online, contra apenas 28% na faixa dos 55 aos 69.

Também pode ser relacionado com a faixa de renda, com 80% dos jaraguaenses com renda mensal acima dos R$ 10 mil afirmando já terem comprado pela internet, enquanto 75% daqueles com renda abaixo dos R$ 2 mil nunca o fizeram.

O dado revela um mercado emergente a ser explorado pelo comércio, e a entidade tem buscado maneiras de capacitar os comerciantes para o mercado. "A CDL tem intenção de promover iniciativas em relação ao comércio eletrônico, porém, ainda está em análise e programação", diz o presidente da CDL, Gabriel Seifert.

O presidente não vê o crescimento deste setor como uma ameaça para o comércio de rua.

"O consumidor está mudando e, aos poucos, o comércio eletrônico deve ganhar mais adeptos. Não é  o fato de ser positivo ou negativo para o lojista, mostra apenas que o lojista tem que se atualizar para acompanhar essas mudanças", explica.

Empresas jaraguaenses migram para plataforma

Entre as empresas jaraguaenses que se destacam no setor de e-commerce, a grife Live! tem cerca de 10% do seu faturamento oriundo do e-commerce, embora a presença do segmento em Jaraguá do Sul ainda seja relativamente pequena.

"Especificamente Jaraguá do Sul não tem tanta representatividade nas vendas online, porém tem apresentado crescimento. Nosso principal volume de pedidos está concentrado na região Sudeste do Brasil", ressalta o diretor de e-commerce da empresa, Everton Manoel.

Ele ressalta que não há uma fórmula mágica para o sucesso nas vendas online. "Buscamos sempre bons parceiros que queiram crescer com a marca e estamos o tempo todo testando e mensurando o que dá certo para nosso nicho de mercado", explica.

"Nossa estratégia de marketing digital está focando no equilíbrio entre branding X performance, utilizamos principalmente as redes sociais para atrair novos clientes e reforçar o posicionamento da marca", completa.

Mercado pede adaptações

Outra empresa local com destaque no e-commerce é o grupo Breithaupt, que passou por uma primeira experiência infrutífera em 2005, antes de voltar ao setor em 2016.

"Neste tempo 'fora do ar', fizemos o nosso dever de casa, preparamos a logística e demais áreas de retaguarda para tanto proteger os clientes como a empresa de possíveis fraudes", explica o diretor executivo do grupo, Bruno Breithaupt Filho.

A empresa tem agregado serviços ao e-commerce. É possível, por exemplo, comprar no site e fazer a troca do produto na loja. "Sabemos que ainda temos muitas oportunidades para desenvolver o canal. O e-commerce é bastante complexo, burocrático, envolve questões de segurança para a empresa e os clientes", ressalta. A empresa tem vendas para todo o país.

Roupas estão entre os principais produtos adquiridos via internet: 24% dos consultados disseram já ter comprado roupas online, percentual superado apenas por celulares ou tablets, com 26% de respostas positivas.

Em terceiro lugar ficam os calçados, com 22%, seguidos por eletrodomésticos, com 21% , e hospedagem em pousada ou hotel, com 20%. O segmento em que o e-commerce é menos usado é o de bebidas: só 3% dos consultados já compraram bebidas pela internet.

Quem compra online em Jaraguá do Sul?

Por idade:

  • 16-25: 74%
  • 26-34: 74%
  • 35-44: 62%
  • 45-54: 42%
  • 55-69: 28%

Por gênero:

  • Homens: 56%
  • Mulheres: 53%

Por faixa de renda:

  • até R$ 2000,00: 25%
  • de R$ 2.001 até R$ 5.000: 55%
  • de R$ 5.001 até R$ 10.000: 71%
  • Acima de R$ 10.000: 80%

Por produto:

  • Celular ou Tablet: 26%
  • Roupas: 24%
  • Calçados: 22%
  • Eletrodomésticos: 21%
  • Hospedagem em pousada ou hotel: 20%
  • Livros: 20%
  • Produtos de beleza ou perfume: 17%
  • Passagem de avião: 16%
  • Acessórios para informática: 16%
  • Acessórios para celular: 15%
  • Ingressos: 14%
  • Computadores: 13%
  • Peças ou acessórios para automóveis: 13%
  • Passagens de ônibus: 12%
  • Acessórios de moda de imóvel: 11%
  • Artigos de decoração: 11%
  • Móveis: 10%
  • Ferramentas: 7%
  • Medicamentos: 4%
  • Bebidas: 3%

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