Foto Divulgação

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Ampliações na matriz energética planejadas pela Celesc para os próximos anos  devem resultar em um aumento de 84% na capacidade de transformação de energia elétrica na região.

Mesmo com a expectativa de crescimento na oferta, a Associação Empresarial de Jaraguá do Sul (Acijs) dá início esta semana a um trabalho inédito de pesquisa, mapeando as demandas energéticas do setor e comunidade.

Para ampliar o abastecimento regional, a Celes prevê investimentos em três novas subestações - em Schroeder, Guaramirim e no Três Rios do Norte - e novos transformadores em quatro subestações - no bairro Recanto Feliz, em Guaramirim,  e nas subestações de Jaraguá do Sul em Nereu Ramos, Rio da Luz e Czerniewicz. A subestação do Rio da Luz já teve um de seus transformadores substituído este ano.

Segundo o gerente da agência Regional da Celesc em Jaraguá do Sul, Wagner Felipe Vogel, a região atualmente está bem abastecida, mas o clima de otimismo com a economia e o cenário político prevê um aumento considerável para a demanda energética.

"Antecipando este aumento na demanda, já elaboramos um projeto de ampliações nas subestações para os próximos cinco anos", explica.

O presidente da Acijs, Anselmo Ramos, destaca que o objetivo da pesquisa é apurar como as empresas estão projetando seus investimentos para os próximos cinco anos e com isto identificar de maneira mais assertiva quais os principais gargalos que elas podem enfrentar para o aumento da produtividade num cenário de economia estável do país.

“Conforme mostram os indicadores, há expectativas de retomada do crescimento econômico e isto exigirá ações rápidas no sentido de atender estas demandas”, assinala.

O empresário lembra que as ampliações na produção e distribuição de energia elétrica é um pleito antigo da classe empresarial, citando que os investimentos públicos não têm acompanhado o crescimento populacional e a expansão industrial dos municípios do Vale do Itapocu.

"Embora não se perceba problemas críticos no momento, mas considerando que os investimentos da Celesc sempre sejam projetados para um prazo de cinco anos, é importante termos este diagnóstico das necessidades em termos de atendimento às nossas demandas para o setor", adiciona o empresário.

De acordo com Ramos, a maior preocupação hoje se concentra no encaminhamento que o município deve dar no sentido de regularização de loteamentos e também considerando a expansão habitacional, além da própria ampliação do parque industrial da região.

"Com esta regularização fundiária vai haver aumento no número de consumidores residenciais que, junto com a maior demanda por energia do comércio e da indústria, exigirá atenção da empresa fornecedora de energia, evitando problemas maiores no futuro", diz.

O levantamento iniciado pela Acijs vai envolver empresas associadas ou não, e consumidores em geral, visando identificar quais as principais necessidades e a partir destes dados encaminhar pedidos pontuais ao governo do Estado e à Celesc.

Para quê servem as subestações

Atualmente, a regional possui transformadores com capacidade instalada de 257,77 MVA. Com os projetos de ampliação apresentados, tal capacidade deve atingir 474,16 MVA, aumentando a quantidade de energia elétrica disponível na rede.

As subestações de energia elétrica são parte crucial da malha, servindo para reduzir a tensão e permitir o uso residencial e empresarial da energia - para evitar perdas ao longo do percurso, a energia sai das usinas em alta tensão, reduzindo-a ao chegar nas cidades.

A energia que sai das estações ainda precisa ser reduzida pelos transformadores nos postes.

Durante o percurso entre as usinas e as cidades, a eletricidade passa por diversas subestações, onde aparelhos chamados transformadores aumentam ou diminuem a sua tensão.

Ao elevar a tensão elétrica no início da transmissão, os transformadores evitam a perda excessiva de energia ao longo do percurso. Ao rebaixarem a tensão elétrica perto dos centros urbanos, permitem a distribuição da energia por toda a cidade.

Apesar de mais baixa, a tensão utilizada nas redes de distribuição ainda não está adequada para o consumo residencial imediato.

Por isso, se faz necessária a instalação de transformadores menores, instalados nos postes das ruas, para reduzir ainda mais a tensão que vai para as residências, estabelecimentos comerciais e outros locais de consumo.

 

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