Uma nova paralisação nacional dos caminhoneiros pode começar neste domingo (25) e se estender até a segunda (26), segundo informações do Estadão. O movimento estaria descontente com promessas não cumpridas e altas recorrentes no preço do Diesel.

O fim da isenção do PIS/Cofins sobre o diesel, os preços elevados dos insumos para o transporte de cargas e a falta de fiscalização do piso mínimo do frete estão entre as pautas principais - o tabelamento do frete foi uma das principais conquistas da categoria em 2018, mas desde então pouco foi fiscalizada ou cumprida, e setores do agronegócio tentaram repetidas vezes derrubar a tabela.

Algumas entidades do setor já decidiram apoiar a paralisação das atividades, segundo o jornal, e até o fim da semana outras entidades devem se reunir para definir a posição da categoria.

Uma das entidades já se posicionou à favor da paralisação que irá parar as atividades será o Conselho Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas (CNTRC).

Ao Estadão, o presidente da entidade, Plínio Dias, ressaltou que a mobilização deve começar no dia 25 e se estender na segunda-feira e nos próximos dias. Segundo o representante, a pauta é a mesma da paralisação do início de 2021.

“Até o presente momento, o governo e as pastas cabíveis não chamaram para conversar”, afirmou.

A Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava) vai decidir sobre a adesão no movimento em reunião com seus associados nesta quinta-feira (22).

“Estamos conversando e orientando a categoria para seguirmos para termos os cumprimento das leis que conquistamos”, disse o presidente da Abrava, Wallace Landim.

Ainda incerta, a Associação Nacional de Transporte do Brasil (ANTB) apoia a categoria na sua decisão, mas ponderou que os caminhoneiros ainda estão decidindo se vão parar ou não, segundo seu representante, José Roberto Stringasci.

Em 2018, o setor paralisou por 10 dias, levando a carências no abastecimento de combustíveis e alimentos em todo o país.