A Câmara dos Vereadores de Jaraguá do Sul reduziu suas despesas previstas em R$ 1,162 milhão ao ano na gestão atual. A informação foi divulgada na sexta-feira (3) pelo presidente da Câmara, Andersson Kassner (PP). A redução foi obtida mediante medidas de gestão e cortes de pessoal.

A despesa real aumentou, devido à ajustes e inflação, mas o montante devolvido à Prefeitura também cresceu com uma economia maior do que estava previsto em orçamento.

De R$ 12,023 milhões, os gastos da Câmara ficaram em R$ 11,699 milhões. O retorno aos cofres municipais, por sua vez, passaram de R$ 1,460 milhão para R$ 2.297 milhões. Sem os cortes e medidas, os custos seriam consideravelmente maiores.

Uma das principais fontes de redução nas despesas previstas  foi com o corte de pessoal, reduzindo em 17% o número de funcionários do órgão, passando de 60 em 2016 para atuais 50. O corte diminuiu as despesas projetadas em R$ 412 mil. Com as correções,  a folha de pagamento da Câmara passou de R$ 7,178 milhões para R$ 7,260 milhões - sem essas reduções de pessoal, teria subido para R$ 7,672 milhões.

O número de cargos comissionados na Câmara - não contando os assessores - caiu de oito para três. De 10 estagiários, o Legislativo passou a ter zero. Também foi dispensada a secretária da presidência e ampliado o número de cargos efetivos no lugar dos estagiários e comissionados, passando de 19 para 25.

Revisão de contrato

Outra redução de despesas, de R$ 440 mil ao ano, foi obtida com a revisão do contrato da TV Câmara, cessando as transmissões via TV e centrando apenas em divulgação dos vídeos por Facebook e Youtube. "Tínhamos uma audiência muito pequena, nem os vereadores sabiam qual o canal da TV Câmara, então não havia mais motivo para manter na TV", explica.

Também houve uma redução de R$ 310 mil com segurança patrimonial a partir do próximo ano, obtida mediante um convênio para monitoramento pelas câmeras de segurança da Polícia Militar. O convênio toma o lugar do contrato com a companhia terceirizada que atualmente presta o serviço de segurança patrimonial.

Segundo Kassner, os recursos poupados mediante os cortes de gastos na gestão da Câmara podem ser revertidos em benefícios diretos à população. Uma sugestão estudada pela Câmara seria a implantação de um posto de pronto atendimento no Czerniewcz, em parceria com hospitais e organizações sociais.

Tal projeto estaria orçado em R$ 2 milhões para duas equipes de dois médicos. "Cerca de 70% dos casos que vão ao pronto socorro não são emergências e um pronto atendimento médico poderia reduzir muito a sobrecarga", explica.

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