O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) autorizou ontem a compra da 49,9% do capital votante e 74,9% do capital social da XP Investimentos pelo grupo Itaú-Unibanco. Fechada em R$ 6,2 bilhões, a compra havia sido anunciada em julho do ano passado, e deve ser realizada em três etapas até sua conclusão em 2022. Após esse período, o acordo ainda prevê cláusulas de venda, pela XP, e de compra, pelo Itaú, do restante das ações. Se isso ocorrer, a nova operação também terá de passar pelo crivo do Cade. A XP Investimentos é um tipo de corretora que permite que seus clientes tenham acesso a investimentos oferecidos por diferentes instituições financeiras, como fundos imobiliários, de renda fixa ou variável, ações nas Bolsa de Valores, entre outros. Diferente do que ocorre com os bancos, que só tem autorização para vender produtos ligados à própria instituição. Em seus 15 anos de atuação, a XP conta com um cadastro de mais de meio milhão de clientes e R$ 120 bilhões sob custódia, atuando também com clientes nos EUA e na Europa. A corretora é uma das maiores do país, tida como referência em serviços de consultoria financeira. Ao Itaú, fica vetada a discriminação de plataformas concorrentes à XP, caso o banco decida distribuir seus produtos de investimento por meio de plataformas abertas. O acordo também proíbe o direcionamento dos clientes do Itaú para a XP, para evitar o reforço da posição dominante já detida por essa empresa no seguimento de corretagem de investimentos. Em nota, o Itaú Unibanco informou ter recebido "com satisfação" o resultado do julgamento do Cade. O banco também destacou que "aguarda a aprovação do Banco Central para efetivar a operação". *Com informações da Agência Brasil