O empresário catarinense Luciano Hang, da rede Havan, e o paranense Carlos Wizard, da Sforza, lançaram campanha contra a legislação que libera a compra de vacinas pela iniciativa privada, desde que os imunizantes sejam doados para o SUS.

As informações são da Folha de São Paulo. A dupla diz que quer vacinar os trabalhadores, mas que isso seria impedido pela obrigação de doar as vacinas ao SUS, e pede apoio na internet para fazer pressão no Congresso.

Segundo Hang, a lei nº 14.125 impede esse plano, porque ela permite a compra de vacinas pela iniciativa privada, mas exige que todas as doses sejam doadas ao SUS até que os grupos prioritários sejam imunizados.

“Enquanto o governo atua na vacinação do grupo prioritário, que conta com 78 milhões de pessoas, buscamos o direito de comprar e aplicar a vacina nos trabalhadores. A burocracia brasileira está matando 2 mil pessoas por dia”, escreveu Hang, pedindo que o Congresso mude a legislação.

Em entrevista ao Painel S.A. na semana passada, Wizard, disse que aceita bancar uma parte das vacinas para o SUS, mas a contragosto.

Segundo ele, sai mais barato para os empresários pagar pelo investimento nas vacinas do que ver o país continuar parado.

De acordo com a assessoria de imprensa de Hang, "a pressão não é contra a lei atual, e sim pela possibilidade de comprar para os trabalhadores".

Pela lei, é preciso esperar os prioritários.