“Qualquer política de desenvolvimento industrial que a gente pense para o Brasil, além de tratar do Custo Brasil, tem que tratar da agenda da maior internacionalização dos nossos negócios”, afirmou o diretor-superintendente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (ABIT), Fernando Pimentel, na abertura do congresso internacional do setor.

“Se você não é competitivo lá fora, você não é competitivo aqui dentro”, completou. O evento é realizado nesta quarta e quinta-feira, dias 8 e 9, na Fiesc, em Florianópolis.

Ele disse que o país tem competência, qualidade e capacidade para aumentar a sua participação nos mercados local e internacional.

“Ao estreitarmos as conexões, podemos compartilhar esses conhecimentos e, com isso, ganhar musculatura para termos ideias e propostas que nos coloquem na vanguarda das soluções inovadoras e sustentáveis. Há espaço para avançar dentro dos ativos que o Brasil tem. Tenho um otimismo realista de que seremos capazes de fazer isso”, declarou Pimentel.

No encontro, o presidente da Fiesc, Mario Cezar de Aguiar, destacou a importância da indústria têxtil e de confecções para Santa Catarina. “No estado, mais de 176 mil profissionais trabalham no setor. É o maior empregador da indústria catarinense, explicou, lembrando que a indústria responde por 27% do PIB catarinense.

“Para nós, é fundamental receber esse congresso, que vai debater questões relevantes do setor, mas que também impactam o desenvolvimento de Santa Catarina”, completou. Ele informou que a Academia Fiesc de Negócios criou o programa PRIORI Moda, iniciativa que reúne 68 estudantes, de 15 indústrias e organizações ligadas ao setor da moda catarinense.

O presidente da Câmara de Desenvolvimento da Indústria Têxtil, Confecção, Couro e Calçados da Fiesc, Giuliano Donini, disse que em Santa Catarina são mais de 9 mil empresas formalmente constituídas, das quais, 97% são de micro e pequeno porte. O secretário de Estado do Planejamento, Edgard Usuy, declarou que o papel do Estado é apoiar e incentivar o setor.