Foto Rovena Rosa/Agência Brasil
Foto Rovena Rosa/Agência Brasil

O índice Bovespa - que mede a performance da bolsa de valores - tem operado em alta histórica: o indicador abriu o ano em 91.012,31 pontos, acumulando alta de 6,51% ao longo dos primeiros dias do ano.

Na quarta-feira, quebrou pela primeira vez a linha dos 93 mil pontos, abrindo a quinta-feira em 93.559,15 e encerrando o pregão em 93,336 pontos, após leve queda. Na sexta, abriu em 93.805 pontos.

A pontuação do índice representa o valor em moeda corrente de uma carteira teórica de ações constituída em 2 de janeiro de 1968, com um valor-base de 100 pontos - em outras palavras, um investimento teórico no valor de atuais R$ 100 em 1968 resultaria em um retorno de R$ 93.559,15 na abertura desta quinta-feira.

Segundo o analista financeiro Layon Dalcanali, sócio da Patrimôno, Os investidores iniciaram o ano de 2019 com grande apetite ao risco. Com a taxa Selic em 6,5%, menor patamar da história e a aversão a risco diminuindo, os investidores estão cada vez mais otimistas em relação a Bolsa de Valores.

"O ano passado foi marcado por alta volatilidade no mercado de ações, fazendo o Ibovespa ficar abaixo de 70 mil pontos no mês de junho e atingindo o investidor estrangeiro, que retirou até novembro por volta de R$ 9,5 bilhões", explica.

Mas este ano, com o índice Ibovespa batendo a máxima histórica e com valorização de 6,51% no mês de janeiro, o momento é favorável para investidores dispostos a aceitar risco para ganhar mais do que os investimentos em renda fixa.

Segundo o economista Tiago Alves, também da Patrimono, alguns economistas e gestores de fundos de investimentos em ações acreditam que a Bolsa tem grande potencial de valorização, com a expectativa de que o governo consiga passar no Congresso a agenda de reformas econômicas no primeiro ano de governo.

Estes fatores seriam o principal combustível para uma alta na bolsa, como também a possibilidade de pausa na alta de juros nos EUA e alívio nas tensões comerciais entre EUA e a China, que podem favorecer principalmente os mercados emergentes.

Segundo a XP Investimentos, nas projeções mais otimistas, o índice pode fechar o ano em 125 mil pontos, em alta sem precedentes na história do país.

WEG tem operado em alta

Apenas uma empresa da região, a WEG, tem operações na Bolsa - e tem operado em leve alta desde que o ano abriu: em 2 de janeiro, primeiro dia de operação em 2019, as ações da empresa estavam cotadas em R$ 17,98.

No ano passado, as ações da empresa atingiram um pico de R$ 20,04, mas entraram em retração durante a greve dos caminhoneiros ao final de maio, chegando a um mínimo de R$ 15,21  em junho, com uma queda de 24,8% em relação a alta.

Desde então, a empresa voltou a crescer 20%, operando em janeiro com cerca de 90% do valor de mercado alcançado no pico.

 

Quer receber as notícias no WhatsApp?