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Com a chegada do fim do ano e o décimo terceiro prestes a cair na conta, muitos consumidores se sentem tentados a adquirir aquele produto ou serviço que estão de olho há muito tempo. Seja para si mesmo ou para família, o importante é encontrar ofertas vantajosas e aproveitar ao máximo as promoções do comércio. É pensando nisso que o varejo realiza, anualmente, a Black Friday, uma sexta-feira com grandes descontos e condições atrativas para o consumidor. Mas o evento, que este ano acontece no dia 25 de novembro, também exige atenção: afinal, algumas lojas ainda aproveitam a empolgação do cliente para transformar a data em uma jogada de marketing. A uma semana da ação, a dica de ouro é pesquisar. Pelo menos é o que tem feito o vendedor Daniel Pedri Rabello, de 24 anos. Interessado em comprar algum pacote de viagem bacana para aproveitar no próximo ano, o jaraguaense criou uma tática interessante para não cair em conversa fiada. Diariamente, ele acompanha pela internet os preços dos pacotes que gostaria de comprar, confere as mudanças de valores e os sites com opções mais atrativas. “Procuro sempre fazer uma base de preço, estabelecer o quanto custava antes, determinar o quanto eu quero gastar e o que eu quero comprar. Acho esse processo importante. Também uso os órgãos reguladores da internet e ferramentas de busca para procurar pelos melhores preços”, conta Daniel. A prática tem funcionado com eficiência: no ano passado, ele conseguiu um bom desconto na compra do seu celular. Para Daniel, apesar de ainda haverem casos de lojas oportunistas, a campanha tem evoluído nos últimos anos. “Se soubermos garimpar bem é possível achar coisas boas e baratas. É uma prática que cresce cada vez mais no Brasil e que tem ficado cada vez melhor, até porque existem mais órgãos fiscalizando esse processo. Ano passado foi muito bom e eu espero que este ano seja ainda melhor”, diz ele. De acordo com coordenadora do curso de Administração e Tecnologia em Logística da Faculdade Anhanguera de Jaraguá do Sul, Adriana Gaedke Afonso, existem algumas práticas simples que ajudam o consumidor a não cair em ciladas durante a Black Friday. A primeira e mais importante delas é, como o Daniel já descobriu, pesquisar. “Para ter certeza de que está fazendo um bom negócio, é importante conhecer bem os produtos, como modelos e especificidades, e estar atento aos preços para não ser enganado”, aconselha a especialista. A compra por impulso também pode resultar em maus negócios. Segundo Adriana, o brasileiro ainda comete muito este erro, quando, na realidade, a melhor opção seria comparar as diversas ofertas para saber qual opção realmente é a mais vantajosa. “Além disso, as pessoas acabam comprando produtos que não precisam. Daí a importância de delimitar aquilo que se deseja comprar”. Outra dica é ficar atento às condições de pagamento, avaliando sempre se as condições são favoráveis, indica Adriana. Pagamentos à vista sempre devem ser vistos como uma oportunidade para conquistar algum desconto extra. Já no caso dos pagamentos parcelados é importante ficar atento aos juros diluídos nas parcelas, para ter certeza de que no final os custos não acabam se tornando muito mais altos. “Infelizmente muitas lojas utilizam a estratégia de aumentar os preços, anteriormente, e reduzir somente às vésperas da Black Friday, o que fez com que o evento ficasse conhecido no Brasil como Black Fraude. Porém, com o avanço da tecnologia e maior interação entre os consumidores, os lojistas tiveram que se adequar e praticar ofertas reais. Este é um ponto positivo, e faz com que os empreendedores invistam em credibilidade, pois percebem que o evento é uma excelente oportunidade de concentrar as vendas. O varejo deve aproveitar a data para fidelizar clientes”, avalia a especialista.