O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu nesta quarta-feira (18) reduzir a taxa básica de juros - a Selic - em 0,5 ponto percentual, com isso, a taxa cai de 6% para 5,5% ao ano.

A decisão atendeu ao que era esperado no mercado financeiro. A última pesquisa do Banco Central mostrou que era expectativa do mercado que o Copom mantivesse o ciclo de redução na Selic e fizesse o corte.

Segundo o Copom, a decisão é compatível com a convergência da inflação para a meta. Este ano a meta de inflação é de 4,25%, sendo que a margem de tolerância é de 1,5 ponto porcentual (índice de 2,75% a 5,75%).

O presidente da Acijs, Anselmo Ramos, avalia que a decisão do Copom ao reduzir a taxa básica de juros é acertada para o momento.

“Embora exista uma ociosidade em relação à plena capacidade de retomada da economia, a expectativa de uma inflação de 3,5% a 4% para os próximos anos de certa forma demonstra um certo controle e isto é positivo para que o otimismo se mantenha”, comenta.

Ramos cita que o avanço nas reformas deve trazer ainda mais confiança ao mercado, assim como cita que as influências externas podem trazer reflexos em questões como o câmbio.

“É preciso continuar acompanhando este quadro que, se um lado mostra uma recuperação lenta e gradual, de outro demonstra que ela é consistente”, afirma.

Incentivo ao crédito

O presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL) de Jaraguá do Sul, Gabriel Seifert, a medida pode trazer bons reflexos no comércio.

"Essa medida reduzir os juros e facilita o acesso ao crédito, o que acaba afetando positivamente o comércio que necessita de crédito para vender seus produtos, como o segmento de automóveis e de imóveis, por exemplo", comenta. "Além disso, também facilita o crédito para investimento do próprio lojista", completa.

O crédito mais barato encorajaria os lojistas a investir no negócio.

Para a Confederação Nacional da Indústria (CNI), o Copom tomou uma decisão acertada ao reduzir a taxa de juros. Em nota, a entidade disse que foi uma decisão em um “movimento de continuidade à flexibilização monetária”.

Apesar da queda na taxa básica de juros - que determina as taxas para todas as operações de crédito e de renda fixa do país - as duas modalidades de crédito mais usadas pela população, o Cartão de Crédito e o Cheque Especial, seguem com taxas de juros elevadas, ambas acima dos 300% ao ano.

 

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