O saldo da balança comercial de Jaraguá do Sul no mês de setembro fechou 12% abaixo do resultado registrado em agosto, conforme os dados divulgados pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) nesta semana. O acumulado de janeiro a setembro deste ano, no entanto, teve incremento de 14% comparado com o mesmo período do ano passado, com um saldo de U$ 205,8 milhões. São cerca de U$ 26 milhões a mais do que nos nove primeiros meses de 2016. O município exportou U$ 52,9 milhões no mês passado, apresentando uma queda de 5,70% em relação às vendas para o exterior em agosto. Já a importação subiu 1,7%, fechando setembro com U$ 27,4 milhões. O saldo do mês ficou em U$ 25,4 milhões. O melhor resultado do ano continua sendo o de maio, quando a balança comercial teve o superávit de U$ 34,4 milhões. As exportações para os três principais países importadores de produtos jaraguaenses – Estados Unidos, Alemanha e Argentina – cresceram entre 10% e 16% de janeiro a setembro deste ano. Produtos mais exportados pela indústria da cidade, os motores e geradores elétricos apresentaram alta de 24,15% em relação ao mesmo período de 2016. Os transformadores elétricos, em segundo na lista, caíram 6,75%. Nestes meses, o item que mais registrou aumento na exportação foram os aparelhos para interrupção, seccionamento, proteção, derivação, ligação ou conexão de circuitos elétricos, com 159,21% de avanço. Nas importações, os números do MDIC indicam que a Argentina foi país que mais reduziu volume de compras entre agosto e setembro, cerca de 26%. O país aparece como sexto colocado entre os que mais exportam para Jaraguá do Sul. A China continua liderando o ranking. No Estado, a balança comercial fechou com saldo negativo de U$ 467.718.544. Em 2017, todos os meses apresentaram déficit, gerando o acumulado negativo de U$ 2.823.030.717. A exportação caiu 9,59% e a importação subiu 2,40%. Por outro lado, o saldo brasileiro foi de US$ 5,178 bilhões em setembro. O resultado é o melhor para meses de setembro da série histórica, que tem início em 1989.   Schroeder fecha mês de setembro com superávit após três anos de déficit Setembro foi um período atípico para a balança comercial de Schroeder. Desde 2014 com saldos negativos, o resultado do último mês disponibilizado pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) apontou o superávit de U$ 292.679 no município. Em agosto, o déficit tinha sido de U$ 533 mil. No mês passado, as exportações subiram 288,96% e as importações declinaram 85,93% em relação a agosto. Em setembro de 2016, a balança de Schroeder ficou negativa em U$ 229.436. No ano de 2015 o déficit U$ 101.135 e em 2014 de U$ 217.616. Os produtos mais exportados pela cidade são os tecidos de malhas, bombas para líquidos e elevadores de líquidos. Para o presidente da Associação Empresarial de Schroeder (Acias), Rogério Maldaner, os resultados são reflexos do trabalho focado das empresas instaladas no município, que se preocupam tanto com as suas operações quanto com o mercado. “A economia, de modo geral, está começando a engatinhar e a cidade está conseguindo crescer e mostrar a força e qualidade de sua indústria. Acompanho no dia a dia que o empresário está de olho em seus negócios para se manter neste período de instabilidade e retomar o crescimento sem perder a qualidade. Nós somos os responsáveis pela microeconomia”, avalia Maldaner. O presidente também destacou o investimento do setor na inovação e a diversidade dos produtos exportados, que evidencia a boa aceitação da produção do município no exterior.