Nos últimos dias, o brasileiro tem sentido ainda mais no bolso a ida ao supermercado, principalmente na aquisição de itens básicos de alimentação. A alta nos preços vem sendo debatida recorrentemente.

Nesta terça-feira, na sessão da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), parlamentares do PSD e PSC criticaram os aumentos de preços dos alimentos nos supermercados e pediram o adiamento da adoção do bloco X.

“Minha esposa é administradora e guarda as coisas. Tinha uma nota de supermercado de março, do início da pandemia, e eu domingo fui para o mercado comprar os mesmos itens, com o mesmo peso, quantidade e marca”, revelou o deputado Kennedy Nunes (PSD).

Ele constatou aumento de 24% no arroz, 75% no papel higiênico, 43% no açúcar, 12,9% na farinha de trigo, 20% no leite desnatado e 65% no queijo mussarela.

“Cadê os Procons, o Ministério Público, cadê os órgãos do controle? Vou levar ao Ministério Público e ao Procon para que façam alguma coisa, o povo não aguenta mais”, justificou Kennedy.

Jair Miotto (PSC) concordou com o colega.

“Quem sabe acionamos o Procon, esse pleito é muito justo”.

Por outro lado, Miotto sugeriu ao Executivo o adiamento da implantação do bloco X, um software de transmissão de dados dos estabelecimentos comerciais para a Secretaria de Estado da Fazenda (SEF).

“O bloco X entrará em vigor a partir de 1º de outubro, com transmissão diária para a SEF, permitindo o controle de estoque. Ocorre que estamos no meio da pandemia, logo há muita dificuldade em providenciar os ajustes para o começo da utilização. Fizemos uma indicação para que a SEF possa rever ou suspender, quem sabe jogar o prazo para depois da pandemia, claro que depende da Receita Federal, mas precisamos rever esta situação”, propôs Miotto.

Abras se manifesta

Como o problema vem sendo registrado em nível nacional, a Associação Brasileira de Supermercados (Abras) se manifestou em nota.

Conforme apurado, segundo a Associação, isso se deve ao aumento das exportações destes produtos e sua matéria-prima e a diminuição das importações desses itens, motivadas pela mudança na taxa de câmbio que provocou a valorização do dólar frente ao real.

Somando-se a isso a política fiscal de incentivo às exportações, e o crescimento da demanda interna impulsionado pelo auxílio emergencial do governo federal.

Confira

O setor supermercadista tem sofrido forte pressão de aumento nos preços de forma generalizada repassados pelas indústrias e fornecedores. Itens como arroz, feijão, leite, carne e óleo de soja com aumentos significativos. A Associação Brasileira de Supermercados (Abras), que representa as 27 associações estaduais afiliadas, vê essa conjuntura com muita preocupação, por se tratar de produtos da cesta básica da população Brasileira.

Conforme apuramos, isso se deve ao aumento das exportações destes produtos e sua matéria-prima e a diminuição das importações desses itens, motivadas pela mudança na taxa de câmbio que provocou a valorização do dólar frente ao real. Somando-se a isso a política fiscal de incentivo às exportações, e o crescimento da demanda interna impulsionado pelo auxílio emergencial do governo federal.

Reconhecemos o importante papel que o setor agrícola e suas exportações têm desempenhado na economia brasileira. Mas alertamos para o desequilíbrio entre a oferta e a demanda no mercado interno para evitar transtornos no abastecimento da população, principalmente em momento de pandemia do novo Coronavírus (Covid-19).

O setor supermercadista tem se esforçado para manter os preços normalizados e vem garantindo o abastecimento regular desde o início da pandemia nas 90 mil lojas de todo o país.

A ABRAS tem dialogado com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e representantes de todos os elos da cadeia de abastecimento. Apoiamos o sistema econômico baseado na livre iniciativa, e somos contra às práticas abusivas de preço, que impactam negativamente no controle de volume de compras, na inflação, e geram tensões negociais e de ordem pública.

A ABRAS comunicou (03.09) à Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), do Ministério da Justiça e Segurança Pública, sobre os reajustes de preços dos itens citados acima, com o intuito de buscar soluções junto a todos os participantes dessa cadeia de fornecedores dos produtos comercializados nos supermercados.

E continuará buscando oferecer aos consumidores, opções de substituição dos produtos mais impactados por esses aumentos.

Associação Brasileira de Supermercados (Abras)

 

 

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