Foto Divulgação
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Não adianta investir em soluções tecnológicas se os processos de base da indústria não são eficientes.

O recado foi dado pelo executivo Marcos Yoshikazu Kawagoe durante o evento Diálogo Industrial, com debate sobre o tema “Sucesso na crise: aumento de produtividade, fazendo mais com menos”, nesta terça-feira (26).

Com 26 anos de experiência profissional, Kawagoe tem atuação em corporações internacionais como Saint Gobain e Embraer, além de ter liderado o Programa Mundial de Excelência Empresarial (P3E) para aumento da produtividade, qualidade e competitividade.

 

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O evento foi promovido pela Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc) e o Senai.

O empresário frisa que o cenário pós crise oferece oportunidades para o crescimento das empresas.

"A gente está em um momento de recuperação para a economia, e só se começa a pensar em aumento da produtividade quando se passa por crise, então as empresas estão procurando mais pensar em como aumentar a sua produtividade", explica.

Ele ressalta que é preciso pensar a produtividade e as medidas para aumentá-la das portas para dentro, sem esperar soluções estatais ou externas.

"Um problema que afeta muito a produtividade é o desperdício, em todas as etapas do processo, tanto produtivo quanto administrativo, por conta de como está pensado o processo", diz.

Este desperdício se dá na forma de problemas na logística de materiais, de informações mal transmitidas ou mal armazenadas, maquinário posicionado de forma ineficiente e outros pequenos problemas que se acumulam e resultam em retrabalho e em perdas de produtividade que poderiam ser resolvidas de forma simples, mediante mudanças na gestão e organização dos processos.

Por conta disto, as soluções tecnológicas - como indústria 4.0, automação e Internet das Coisas - não são, em um primeiro momento, as mais eficientes.

"Estas soluções são dispendiosas, pois tudo que é investimento tecnológico é caro, e se está ocorrendo um desperdício por conta do processo isto não vai se resolver com um robô, que vai continuar desperdiçando potencial", avalia.

Ele destaca que o empresariado muitas vezes têm um pensamento no curto prazo, o que acaba fazendo soluções mais vistosas - e imediatistas - pareçam mais atraentes.

"Mas no longo e médio prazo estas soluções, se os processos não estão bem feitos, acabam não dando resultado", adiciona. "É preciso mudar como se pensa a empresa", reforça.

Momento exige produtividade

Segundo o vice-presidente da Fiesc para o Vale do Itapocu, Célio Bayer, o tema foi escolhido  por conta do cenário enfrentado pelo município nos últimos ano.

"Nós ainda não recuperamos o nível de emprego que tínhamos em 2011, por isto este tópico de aumento da produtividade nos é tão importante, para que possamos recuperar a produtividade", frisa.

Bayer destacou que o Estado tem perdido competitividade com a perda de isenções do ICMS, e que várias empresas têm ameaçado mover suas operações para estados vizinhos.

Bayer também destacou a importância de entidades como a Fiesc e da Confederação Nacional da Indústria (CNI) na defesa de pautas da categoria junto ao poder público.

"São as contribuições com estas entidades e com os sindicatos patronais que possibilitam esta atuação", afirma.

Os encontros ocorrem em várias regiões, com o objetivo de apresentar às empresas industriais, por meio de conceitos e exemplos, que é possível promover o aumento de produtividade internamente em suas organizações motivando-as nas tomadas de ações para a melhoria da eficiência e no desenvolvimento das lideranças e dos colaboradores.

 

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