Se o acesso ao novo terminal do Aeroporto Hercílio Luz, de Florianópolis, não ficar pronto no prazo, a SC-405 é a opção de ligação e o tráfego na rodovia, que já é congestionada, deve crescer de 25% a 30%, informou o gerente de relações institucionais da Floripa Airport, Simon Locher, durante reunião da Câmara de Assuntos de Transporte e Logística da FIESC. “Não podemos deixar de manifestar nossa preocupação”, disse, reconhecendo os esforços da Secretaria de Infraestrutura para avançar na obra.

Simon informou que o novo terminal deve ser inaugurado no dia 1º de agosto de 2019 | Foto Divulgação/Fiesc

Simon informou que o novo terminal tem previsão para ser inaugurado no dia 1º de agosto de 2019. Pelo contrato, a concessionária pode entregar até outubro, mas a obra está adiantada.

O presidente da Fiesc, Mario Cezar de Aguiar, revelou que o acesso é uma preocupação constante. “A concessionária prevê entregar o terminal em agosto, antes do prazo previsto em contrato. Sabemos do esforço da Secretaria de Infraestrutura para resolver os obstáculos na obra, mas a preocupação não é só que o cidadão não vai ter acesso ao novo terminal. Essa é uma delas. A outra é quanto vai custar para o estado, em penalização, se a obra não for entregue no prazo previsto em contrato”, afirmou.

O secretário de Infraestrutura, Paulo França, repassou que a obra de acesso ao novo terminal deve custar cerca de R$ 250 milhões, num contexto de crise. Ele explicou que houve muita dificuldade na questão ambiental, com desapropriações da ordem de R$ 50 milhões.

“São mais ou menos 200 desapropriações. Fizemos a emissão de posse de cerca de 140 delas, com valor de pagamento já determinado pelo juiz.  Estamos com todas as obras em andamento, com exceção do primeiro trecho (por causa do vencimento do decreto de utilidade pública). Mas já foram feitos os encaminhamentos e teremos liberado na sequência também o primeiro trecho. Então, com relação à questão financeira e à parte física não tenho preocupação com o prazo de julho. É uma obra complexa, dentro do mangue, mas avanços estão ocorrendo dentro da estratégia que traçamos”, declarou.

Na reunião, Simon observou ainda que a concessão vale por 30 anos e o contrato dá direito a explorar economicamente o terreno em volta do aeroporto. “Podemos construir edifícios de negócios, pensar em um pequeno shopping, um centro de conferência ou hotel. São infinitas as oportunidades que temos dentro do nosso contrato de concessão. Queremos fomentar o debate sobre o desenvolvimento de Florianópolis, o sul da ilha e Santa Catarina. Esse aeroporto vai ter um impacto urbanístico considerável”, disse.

Paulo França disse que a obra de acesso ao novo terminal deve custar R$ 250 milhões | Foto Divulgação/Fiesc

Na apresentação, Locher destacou também o crescimento anual de passageiros no mundo, estimado em 4,6% até 2036. Na opinião dele, o aumento no Brasil e em SC pode ser maior.
 

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